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  • 31out

    GAZETA DO POVO/JOÃO PEDRO SCHONARTH

    Luciana e a filha, Laura: aumento é justificado, para arquiteta

    Escolas particulares de Curitiba já informaram aos pais os reajustes das mensalidades do ano que vem e, em vários colégios da capital, o índice supera a inflação do período.

    Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses na Grande Curitiba é de 8,3%, algumas escolas reajustaram as mensalidades de 2012 em até 10,6%.

    Apesar de parecer difícil escapar destes aumentos, especialistas dão dicas para tentar barganhar um desconto.

    A Gazeta do Povo ouviu pais e escolas para saber o valor dos reajustes e conseguiu o índice de dez instituições – quase metade dos aumentos foi informada pelas famílias e não confirmada pelos colégios.

    A média de reajuste das escolas é de 9,1%, 0,8 pontos porcentuais acima da inflação oficial na capital.

    O maior aumento foi verificado no Colégio Medianeira, onde a mensalidade será reajustada em 10,6% no ano que vem.

    Já o menor reajuste foi encontrado no Colégio Erasto Gaertner, onde o valor pago por mês para um aluno no 7.º ano, segundo uma mãe, vai passar de R$ 511 para R$ 544 – aumento de 6,45%, abaixo da inflação.

    De acordo com o diretor financeiro e administrativo do Colégio Medianeira, Gilberto Vizini Vieira, o reajuste contempla a planilha de custos da escola com a folha de pagamento e investimentos.

    “Além disso, vemos o que está sendo cobrado no mercado; não adianta um reajuste ser muito alto, porque prejudica a escola”, explica Vieira. O Colégio Erasto Gaertner não retornou a ligação.

    As justificativas informadas à reportagem para os aumentos das escolas são os custos dos serviços educacionais e o investimento na infraestrutura das unidades.

    A filha da arquiteta Luciana Sans de Menezes, Laura, vai para o 5.º ano do Colégio Sion. Hoje, para o 4.º ano, ela paga por mês R$ 708,30, e passará a pagar em 2012 R$ 775,58 – aumento de 9,5%.

    “Eu acho que o reajuste está de acordo com que o que verificamos. Eu gosto do corpo técnico da escola e percebo melhorias constantes no colégio. O índice está dentro do que estamos acompanhando”, avalia Luciana.

    “Tiro no pé”

    Entretanto, para o economista do Dieese-PR Sandro Silva, como o reajuste é anunciado ao mesmo tempo pelas escolas, a concorrência fica prejudicada.

    “Além disso, investimento não pode ser justificativa para o aumento, tendo em vista que este é um risco do capital. Esses reajustes só são aceitos porque ainda há alta na renda dos trabalhadores, mas, caso a economia do país cresça menos, é possível que muitos pais tenham de tirar os filhos das escolas. Pode ser um tiro no pé”, analisa Silva.

    O presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR), Ademar Pereira, explica que não há uma recomendação única sobre o reajuste das escolas.

    “O Sinepe não interfere; cada escola tem sua política de reajuste e sabe o que o aumento representa. Nós não temos levantamento de quanto cada escola deve repassar”, salienta Pereira.

    A coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, explica que a lei que trata do assunto não limita os reajustes, mas observa que as correções precisam ser divulgadas com antecedência mínima de 45 dias.

    “O aumento precisa ser justificado e as escolas devem fornecer explicações. Caso contrário, os pais podem buscar os órgãos de defesa do consumidor”, ressalta.

    Publicado por jagostinho @ 17:49



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