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  • 31out

    GAZETA DO POVO/RETRATOS{PARANÁ}

    Para quem vive nas grandes cidades, receber uma equipe médica em casa, sem enfrentar filas em hospitais ou postos de saúde, parece algo inimaginável.

    Mas em Lobato, a 460 quilômetros de Curitiba (Região Noroeste), essa é a realidade da maioria dos moradores. A proximidade com o médico e a facilidade de receber o diagnóstico em casa está fazendo a diferença na vida de seus 4,4 mil habitantes.

    Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Lobato é um dos municípios com maior qualidade de vida no Paraná, graças, principalmente, aos bons indicadores na área de saúde, como o elevado número de consultas pré-natais e a quantidade reduzida de óbitos infantis.

    A cidade detém o segundo melhor Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM), que mede o grau de desenvolvimento humano entre os municípios paranaenses.

    Para chegar a esse denominador são consideradas estatísticas referentes às áreas de saúde, educação, emprego e renda.

    Na última avaliação, em 2008, o município obteve um índice de 0,8360, ficando atrás apenas de Curitiba (0,8509).

    Apenas uma unidade de saúde concentra o atendimento de todo o município, que não tem hospital.

    São seis médicos em atividade, que através do Programa Saúde da Família prestam atendimento domiciliar a 3,4 mil moradores, uma cobertura de 78,3%.

    Segundo o médico Silvio Tolentino, como a população da cidade é reduzida, é possível acompanhar de perto a situação de cada família.

    “Nós sabemos qual o problema de cada uma, como estão sendo tratada e se estão sendo tomados os devidos procedimentos”, explica.

    Em Lobato, a família de Expedito Machado tem atendimento médico assegurado pelo município: “O doutor não deixa a gente se descuidar”, brinca

    Uma das famílias que recebem acompanhamento direto é a do casal de aposentados Expedito e Ana do Rosário Machado, que vivem com um filho portador de síndrome de Down.

    Eles chegaram a Lobato há 16 anos, vindos de Santo Inácio (Noroeste). Além dos cuidados assegurados ao jovem, garantem estar com a saúde em dia.

    “Tive problema de pressão alta, mas agora está controlado. O doutor não deixa a gente se descuidar”, brinca Expedito.

    Disposição é o que não falta em José Cardoso Santana, o Padre Zezinho. Mesmo com uma doença grave, que há oito anos lhe tirou os movimentos das pernas e dos braços, ele segue com suas atividades normalmente, rezando missas e interagindo com a comunidade.

    “Moro há 22 anos nessa cidade e acho que vou morrer aqui mesmo. Gosto das pessoas e a cidade tem tudo o que preciso”, assegura.

    A secretária municipal de Saúde, Vanessa Russiano Garcia, credita o bom resultado no IPDM aos investimentos feitos no setor.

    “Nós investimos principalmente na atenção primária e na distribuição de medicamentos”, frisa. Ainda assim, ela acredita que é necessário ampliar a estrutura de atendimento.

    O município não conta com serviços em algumas especialidades, como ortopedia. Estes casos, assim como aqueles que demandam internamento hospitalar, são encaminhados para outros municípios.

    Educação e emprego

    Outros fatores contribuem para a qualidade de vida em Lobato. A taxa de abandono escolar é próxima de zero no ensino fundamental e de 3,9 no ensino médio, número considerado baixo.

    Já no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) a cidade aparece entre as 45 melhores colocadas no estado.

    Na área de emprego e renda, Lobato sedia uma indústria de alimentos, que gera em torno de 400 empregos diretos e movimenta a economia do município.

    Prevenção faz a diferença

    Ações de prevenção na saúde podem fazer a diferença no desempenho dos municípios no IPDM.

    A avaliação é do economista do Ipardes Francisco Castro, para quem o resultado da avaliação reflete boas políticas desenvolvidas pelos gestores municipais.

    “Os indicadores de saúde estão relacionados a algumas atribuições dos municípios, especialmente na atenção básica. Em função disso, a prevenção conta muito”, aponta.

    Medidas preventivas reduzem o número de óbitos por causas evitáveis e mal definidas, duas estatísticas consideradas pelo Ipardes para elaboração do IPDM.

    “Por isso, o número de consultas pré-natais também é de extrema importância.” Na área de educação, a responsabilidade do município é menor, visto que estão entre suas atribuições apenas os ensinos infantil e fundamental.

    Indicador anual

    Um dos objetivos do IPDM, de acordo com o economista, é nortear políticas públicas para as prefeituras. O índice foi criado como uma alternativa ao Índice de Desenvol­vimento Humano (IDH), apurado pelo Censo do IBGE, mas com um intervalo de dez anos.

    “As prefeituras não tinham um indicador anual, através do qual pudessem avaliar a gestão pública com base em indicadores sociais. Por esses dados, é possível avaliar o que está sendo feito e o que precisa ser atacado”.

    Publicado por jagostinho @ 19:11



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