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  • 31out

    BLOG DO JOSIAS DE SOUZA/FOLHA ONLINE

    Acionada para investigar denúncia de que o lobista Júlio César Fróes Fialho fraudava licitações na Agricultura, a PF confirmou a trambicagem.

    O repórter Fausto Macedo manuseou o relatório que descreve os ilícitos detectados no curso do inquérito.

    O documento tem 40 folhas. Assina-o o delegado federal Leo Garrido de Salles Meira.

    Anota que havia uma “verdadeira organização criminosa enraizada no seio do Ministério da Agricultura”.

    Apadrinhado do vice-presidente Michel Temer, o pemedebê Rossi é qualificado no texto da PF como “líder da organização criminosa.”

    Quarto ministro a deixar o cargo na gestão Dilma Rousseff, Rossi sera indiciado sob acusação de ter praticado três crimes.

    São eles: formação de quadrilha, peculato e fraude à Lei de Licitações. Além de Rossi, a PF indiciará mais oito pessoas.

    A lista inclui o lobista Júlio Fróes e Milton Elias Ortolan, amigo e ex-chefe de gabinete de Wagner Rossi.

    De acordo com o relatório do delegado Leo Garrido, confirmaram-se as suspeitas de fraude num programa criado para capacitar servidores públicos.

    Chama-se Paec (Programa Anual de Educação Continuada). A “quadrilha” agiu para desviar R$ 2,72 milhões.

    Rossi caiu em agosto, depois que escalou as manchetes, graças a uma notícia veiculada por ‘Veja’, a contratação fraudulenta da Fundação São Paulo.

    Mantenedora da PUC-SP, a fundação beliscou o contrato com a pasta da Agricultura mercê da intermediação do lobista.

    Embora não fosse funcionário público, Júlio Fróes dispunha de sala com secretária, telefone e computador na pasta da Agricultura.

    “Toda a trama inicia-se com a associação do lobista com a cúpula do Ministério da Agricultura”, anota o relatório da PF.

    “O plano consistiria em direcionar a execução do programa de capacitação de servidores para determinada instituição de ensino…”

    Em troca do direcionamento da licitação, exigia-se da fundação “vultosa quantia”: 28% do valor total do contrato, segundo o delegado.

    A PF sustenta que, para atingir os objetivos da “trama delituosa”, Rossi, seu Ortolan e o lobista Fróes “associaram-se a dois professores da PUC.” Escreve o delegado:

    “A organização criminosa, quando se viu compelida pela consultoria jurídica a efetivar uma pesquisa de preço para dar respaldo à contratação da PUC-SP por dispensa de licitação, passou a forjar diversos documentos.”

    Na bica de migrar da condição de acusados para a de indiciados, os envolvidos negam o cometimento dos crimes.

    Enviados ao Ministério Público Federal, os achados da PF devem ser convertidos numa denúncia à Justiça Federal.

    Publicado por jagostinho @ 10:33



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