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  • 27out

    REUTERS

    A Justiça da Argentina condenou na noite desta quarta-feira o ex-capitão da Marinha Alfredo Astiz, 59, à prisão perpétua por crimes contra a humanidade, torturas e sequestros cometidos durante a ditadura no país, entre 1976 e 1983.

    “Condeno Alfredo Astiz à pena de prisão perpétua por privação ilegítima de liberdade, tortura e homicídio”, foi o veredicto do tribunal que julgava 18 militares repressores da ditadura, a maioria ex-membros da Marinha.

    Marcos Brindicci/Reuters
    Ex-capitão da Marinha Alfredo Astiz, conhecido como "Anjo Louro da Morte"
    Ex-oficial Alfredo Astiz, conhecido como “Anjo Louro da Morte”; Justiça argentina o condena a prisão perpétua

     

    Astiz, conhecido como o “anjo louro da morte”, já tinha sido condenado à prisão perpétua à revelia na França e na Itália, e é considerado um agente emblemático da repressão durante a ditadura.

    O comandante Astiz, reformado em 1998 por dizer à imprensa que “mataria” e “colocaria bombas” se recebesse ordens, foi considerado culpado do desaparecimento das freiras francesas Leonie Duquet e Alice Domon, da fundadora das Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor, e do escritor e jornalista Rodolfo Walsh, entre outras vítimas.

    O chefe de Astiz durante a ditadura, o comandante Jorge “Tigre” Acosta, também foi condenado à prisão perpétua por crimes contra a humanidade.

    Ainda em maio deste ano, o governo argentino pedira a prisão perpétua a Astiz, que já havia sido condenado, em 2010, à mesma pena pela Justiça francesa.

    As religiosas francesas foram sequestradas nos dias 8 e 10 de dezembro de 1977, ao lado de dez militantes de defesa dos direitos humanos –entre eles a fundadora do movimento Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor.

    Com a condenação, o ex-oficial, de 59 anos, poderá permanecer na prisão além do limite de 25 anos previsto pela lei, sem possibilidade de recurso.

    A ditadura argentina é considerada uma das mais sangrentas da América do Sul.

    De acordo com organizações de direitos humanos, cerca de 30 mil pessoas morreram ou desapareceram durante o regime militar.

    Publicado por jagostinho @ 15:19



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