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  • 27out

    BEM PARANÁ

    Renata Bueno: vereadora apontou “máfia do Derosso” (foto: Franklin de Freitas)

    Declarações da vereadora Renata Bueno (PPS) que chamou colegas de “gentalha” por conta das críticas contra seu pedido para ausentar-se dos trabalhos da Câmara Municipal para fazer um curso de pós-graduação no exterior causaram revolta, ontem, na Câmara Municipal.

    O vereador Pedro Paulo (PT) entrou com representação no Conselho de Ética para que as afirmações sejam avaliadas.

    O líder da oposição, Algaci Tulio, e vereadores da base do prefeito Luciano Ducci (PSB) chegaram a falar em cassação por quebra de decoro parlamentar.

    Na terça-feira, Renata Bueno entrou com um requerimento pedindo autorização para viajar a Itália por 20 dias para realizar as provas para um curso de doutorado na Universidade de Roma e ter as faltas às sessões abonadas.

    Os vereadores criticaram o pedido, e ela reagiu duramente.

    “Não tenho dúvida de que minha produção fora da Câmara é muito maior do que quando fico no plenário aguentando este bando de gentalha. É um bando de gentalha que não produz nada, passam horas e horas se lamentando, fazendo teatro”, reagiu ela.

    A vereadora atribuiu ainda as críticas a ela a uma suposta retaliação por conta da atuação dela em relação às denúncias que envolvem o presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB).

    O tucano é acusado de favorecimento a Oficina da Notícia, empresa de propriedade de sua atual esposa, Cláudia Queiroz, contratada para serviços de publicidade da Casa.

    Quando as denúncias surgiram, Renata Bueno chegou a pedir a instalação de uma comissão processante contra Derosso, mas o pedido foi indeferido.

    Outra representação, no Conselho de Ética, resultou na recomendação da suspensão do mandato do vereador por 90 dias, mas até agora o pedido não chegou ao plenário por manobras protelatórias de aliados do presidente da Câmara.

    “Alguns vereadores, claro que não são todos, e a gente mais ou menos sabe ali quem são, eles fazem aprontam, fazem teatro por causa de todo o meu destaque, toda a minha afronta contra o Derosso, eles acabaram se revoltando e ficam fazendo esse tipo de retaliação contra a minha pessoa. Então isso não cola, não me atinge. Eu só tenho cada vez mais certeza de que esse grupinho faz parte da máfia Derosso”, afirmou ela, que não quis dar nomes.

    A vereadora afirmou ainda que espera uma renovação da Câmara nas eleições do ano que vem, e citou indiretamente declarações recentes do deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB), segundo as quais se o Legislativo municipal fosse fechado, não haveria prejuízo para os curitibanos.

    “A população vai ter que ter um pouco de iniciativa na hora do voto. É isso que a gente cobra para poder reformar um pouco aquilo ali. Ficar do jeito que está realmente é melhor fechar as portas. Eu concordo com essa idéia porque ali a produção está muito pouco”, argumentou.

    O vereador Pedro Paulo, que entrou com representação contra Renata Bueno no Conselho de Ética, condenou as declarações da colega.

    “Na medida em que generaliza, ela está ofendendo a sociedade curitibana que escolheu essas pessoas a fazerem sua representação aqui”, disse, afirmando que as afirmações atingem não os vereadores, mas a instituição.

    Um dos mais revoltados era o vereador Denilson Pires (DEM), que afirmou que Renata Bueno seria uma “turista que em 3 anos não veio, nem participou de 70% das sessões”.

    Já o líder da oposição cobrou que Renata desse o nome dos que acusou. “Ela deveria ter coragem de dizer quem é essa meia-dúzia”, disse. Tulio afirmou não ter dúvidas de que as declarações representam quebra de decoro parlamentar.

    Justificativa — Renata Bueno não apareceu o plenário na sessão de ontem.

    Em nota, justificou o pedido de abono das faltas, alegando ter sido convidada pela Universidade de Roma para fazer um doutorado, “com intuito de viabilizar o Código de Leis” de Curitiba.

    Publicado por jagostinho @ 11:24



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