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  • 26out

    GAZETA DO POVO/ENVIADA ESPECIAL KÁTIA BREMBATTI

    Pórticos instalados em rodovia de Portugal monitoram passagem de veículos: sistema substitui praças de pedágio

    Dentro de três a quatro anos, o Paraná poderá contar com um sistema de cobrança eletrônica de pedágio por quilômetro rodado que já funciona em mais de 20 países.

    Chamado de “free flow” (fluxo livre, em inglês), o modelo combina uso de radiofrequência e gravação de imagem para registrar a passagem de veículos pela estrada.

    As atuais praças de pedágio seriam substituídas por pórticos, de passagem livre, instalados a poucos quilômetros um do outro.

    A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) considera esse sistema mais justo porque o pagamento é proporcional ao uso da rodovia e também ocorreria a inclusão de motoristas que hoje não passam por nenhuma praça.

    “Quem usa dois quilômetros e quem usa 50 vai pagar valores bem diferentes”, argumenta o diretor regional da ABCR, João Chiminazzo Neto.

    Moacyr Duarte, presidente da entidade, acredita que o preço das tarifas no país pode cair até pela metade com o “free flow”. Hoje, a distância entre as praças é de 40 a 70 quilômetros.

    O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, conta que a intenção é utilizar o monitoramento eletrônico para muito além do pedágio.

    “A ideia é planejar o trânsito, acompanhar o transporte de carga e verificar a regularização dos veículos também”, explica.

    No Paraná, um modelo de instalação de chip eletrônico em veículos está sendo planejado pelo Depar­­tamento de Trânsito (Detran).

    Mário Rodrigues Júnior, da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), responsável pela regulação das concessões federais de rodovias, avalia que o sistema de fluxo livre representa uma nova fase do sistema de cobrança, que superaria o modelo baseado em praças.

    Como não existe legislação que obrigue o motorista a aderir ao sistema, a mudança só acontece se o governo adotar o modelo.

    E a adoção exigiria alterações nos contratos de pedágio. Governo estadual e concessionárias estão em negociação atualmente para alterar as bases dos contratos.

    Os primeiros sistemas de “free flow” começaram a ser implantados no mundo na década de 90.

    Na Alemanha, Suécia e Eslo­­váquia, um aparelho GPS instalado em caminhões monitora por quais rodovias o veículo passou e cobra proporcionalmente pelo trajeto percorrido.

    Em Portugal, o aparelho usado para controlar o fluxo do veículo na rodovia já é usado para a cobrança em postos de combustíveis e em drive in de redes de lanches.

    A forma mais comum de cobrança do pedágio pelo sistema fluxo livre é feita por meio de uma fatura semelhante à do cartão de crédito enviada ao motorista pelo correio ou por e-mail.

    Quem transita na RMC passará a pagar tarifa

    Milhares de veículos que circulam por rodovias concedidas na região metropolitana de Curitiba (RMC) não pagam pedágio.

    Elvio Torres, gestor de atendimento da concessionária Rodonorte, acredita que o “free flow” pode ser uma ferramenta para garantir que todos os motoristas que usem a estrada paguem a tarifa.

    “Atualmente, quem paga custeia os benefícios para quem não paga”, diz.

    Hoje, 22 mil veículos passam pela praça de pedágio em São Luiz do Purunã e 40 mil circulam no trecho entre Campo Largo e Curitiba.

    Evandro Vianna, diretor-executivo da concessionária Ecovia, destaca que a maior parte dos acidentes acontece no trecho urbano da BR 277, entre Curitiba e São José dos Pinhais.

    “Muitos dos atendimentos operacionais, mecânicos, médicos, são recebidos por motoristas que não chegam à praça de pedágio”, conta.

    Aproximadamente 12,5 mil veículos pagam a tarifa diariamente, mas entre 55 mil e 60 mil circulam no trecho de 24 quilômetros entre o início da concessão e a praça de pedágio.

    Nas rodovias brasileiras, de 40% a 90% dos veículos que circulam em trechos concedidos não pa­­gam tarifa.

    A jornalista viajou a Foz do Iguaçu a convite da ABCR.

    Publicado por jagostinho @ 09:28



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • do povo Disse:

    Enquanto isso no Parana, o nosso governador Playboy quer cobrar pedágio por quilômetro rodado. Isso demonstra a imbecilidde desse moleque que não entende nada de administração pública. Quem mais transita em rodovias são aqueles que dependem dela para o seu trabalho. Os caminhões que transportam cargas e as emprêsas de onibus de passageiros, serão os grandes prejudicados com essa decisão e, a despesa será repassada obrigatóriamente ao preço dos produtos, encarecendo ainda mais o custo de vida. O transporte profissional pagará pelo transporte de passeio pesando no bôlso do contribuinte. Imaginem o custo disso para essas emprêsas. O transporte de grãos, por ocasião da safra será de tal monta encarecido que poderá se tornar proibitivo até o Pôrto de Paranagua, que escoa para fora do País, um dos maiores volumes de comodity do mundo. Incompetente, imbecil, mas, inteligente para defender interesses de concessionárias de pedágio.

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