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  • 24out

    COLABORAÇÃO DO AMIGO ALTAIR CAVASSIN


    E S T E  S I M, É O CARA !


     

     

     

     

     

     

     

     

    Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados.

    Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade.

    Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens.

    Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. ‘A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.’ 

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto.

    Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.

    Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

    Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões – uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões – 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas.

    Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte. 

    ‘Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.’

    No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. ‘Estou valorizado’, brincou.

    Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado. 

    Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel.

    Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa.

    ‘No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.’

    É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir.

    No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal.

    O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família – mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande.

    O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento.

    O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. ‘Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..’ 

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão.

    Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta.

    ‘Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.’ Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante.

    Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso.

    Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho.

    De seu ‘bunker’, auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças.

    Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado.

    Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil.

    Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas.

    O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete.

    Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda. 

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o ‘rei da soja’ no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

    ‘As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.

    ‘ O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha ‘dever de ofício’ enfrentar o narcotráfico.

    ‘Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.’ 

    ESTE É O CARA E MERECE NOSSOS APLAUSOS!

    POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER?

    NÃO, AGORA SE ELE FOSSE UM BBB OU O JOGADOR DE FUTEBOL… APARECIA EM TUDO!

    ESTE SIM, É UM VERDADEIRO BRASILEIRO!!!!

    Publicado por jagostinho @ 11:08



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Míriam Disse:

    UM JUIZ, CIDADÃO CIENTE DE SEU DEVER COM A PÁTRIA, E UM LEGÍTIMO DEVOTO DE MONSENHOR DO CÓDIGO PENAL.

    PARABÉNS ….POUCOS OUSARIAM , POUCOS TERIAM SUA CORAGEM.

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