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  • 16out

    Marilia Woiciechowski/Assessoria de Imprensa/UEPG

    Com formação como engenheiro agrônomo pela (Universidade Estadual de Ponta

    Eng. Agrônomo Rômulo no Havaí

    Grossa), em 2009, Rômulo Augusto Nadal acaba de retornar de Kona – região da Big Island, uma das oito ilhas que formam o estado americano do Hawaii (Havaí), onde desenvolveu atividades (trainee), na Fazenda Kona Joe, que produz um tipo de café especial – o Kona Joe Coffee.

    A presença de Rômulo, no Hawaii, ocorreu a partir do acordo de cooperação que envolve a UEPG com o Programa Paraná Ohio.
    Rômulo explica que todos os 20 acres de café da Kona Joe são cultivados no Trellis system, que é o mesmo sistema de cultivo utilizado em uvas finas para vinho.

    “A planta do café é colocada, quando ainda jovem e os galhos não estão lignificados e são flexíveis o suficiente, para serem amarrados e “treinados” a seguir os fios do aramado abrindo a estrutura da planta”.

    Com isso, segundo ele, consegue-se obter maior aeração no sistema radicular e maior exposição ao sol.

    Ainda se obtém frutos maduros mais cedo. Desse modo, a estrutura aberta facilita a colheita manual e a produtividade de até 33% a mais de café por planta.

    Processamento do Café

    Tratando de como é processado o Kona Joe para o mercado, Rômulo descreve que todo o café produzido é processado na propriedade. “Toda a colheita do café é manual, na busca de se obter somente café cereja ou maduro. Após ser colhido é levado para a wet mill para ser processado pela via úmida, fazendo- se a lavagem, despolpa, retirada da casca e da mucilagem usando água, seguindo para tanque de fermentação, onde permanece por uma noite”.

    No dia seguinte, conforme Rômulo, o café é levado para o secador até alcançar 13% de umidade. Posteriormente, segue para a dry mill para a retirada do parchment (casca rígida que envolve a semente do café) e separação por tamanho e retirada dos grãos defeituosos.

    Após ser ensacado, o café é armazenado no storage room com controle de temperatura. Permanece no local até ser torrado conforme a demanda.

    No roast room, o café era torrado em três perfis – de torra medium roast, dark roast e expresso.

    “Os torrefadores possuíam basicamente o mesmo sistema usado há 100 anos. A inovação estava no controle dos perfis por computador”.

    O engenheiro agrônomo observa que, então, o café é armazenado em containers plásticos no roast room.

    Ele diz que “o produto era embalado com o auxílio de máquinas, que injetam nitrogênio nas embalagens, para manter o café fresco por até dois anos depois de embalado. É outra etapa inspirada na indústria do vinho”.

    Pós-colheita e Cultivo

    Quando trata das etapas de seu trabalho na Kona Joe, Rômulo Nadal destaca que o que mais chamou sua atenção foi o processo pós-colheita. Isso porque há cuidado delicado em todas as etapas até a embalagem final. “É a atenção constante para preservar todas as propriedades que influenciam no sabor e no aroma do café. Tudo para se obter um produto de altíssima qualidade ao consumidor final”.

    Outro ponto ressaltado por Rômulo é que o sistema de cultivo do café utilizado na fazenda foi inspirado nos sistemas usados para a condução de uvas finas para vinho na Califórnia.

    Trata-se de um estado onde a família do Dr. Joe Alban, marido de Deepa Tiare Alban, proprietária da fazenda, mantém uma propriedade dedicada à produção de vinhos.

    “É dado a Joe Alban o crédito por trazer essa inovação no café cultivado na fazenda e que sempre se orgulha em dizer que na Kona Joe ‘coffe grown as a wine grapes’, slogan usado no marketing do produto da fazenda”.

    Rômulo salienta que meio quilo de café pode custar até 55 dólares. “O valor é muito acima do que custa uma garrafa de um bom vinho da Califórnia. Porém, com meio quilo pode-se obter mais do que uma garrafa da bebida, como o doutor Joe Costuma justificar o preço de um pacote de café da Kona Joe”.

    Por todo esse aprendizado, Rômulo Nadal agradece o Escritório Internacional da UEPG e o professor Luiz Kulchetski, que incentivou e oportunizou a sua presença no Programa de Ohio.

    Lições e Agradecimentos

    Para ele, o período passado na Kona Joe trouxe inúmeras lições. “Torna-s impossível descrever todos os bons momentos desse convívio em poucas palavras. As lições que eu gostaria de destacar são as inovações no cultivo e processamento do café em uma fazenda de pequeno porte que procura agregar valor ao seu produto, trazendo técnicas usadas na indústria do vinho para dar qualidade ao café que é o maior objetivo da fazenda”.

    Rômulo acentua que o Dr. Joe sempre afirma: “Na indústria do vinho muito do valor de uma garrafa de uma boa marca está na sua história”.

    Como explica Nadal, se trata do mesmo resultado que ele busca obter com o café no Hawaii.

    Por isso, segundo Rômulo, as lições aprendidas em um ano na Kona Joe indicam a importância da busca continua pela qualidade do que se produz, a partir de inovação e eficiência nos processos e técnicas tradicionalmente empregadas, para a oferta de novos produtos e na procura por construir uma história no que se faz na fazenda.

    Publicado por jagostinho @ 13:44



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