Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 06out

    BBC BRASIL

     

    Dilma (na foto, com presidente Búlgaro) criticou países que adotam políticas fiscais rígidas

    A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira durante visita a Sófia, na Bulgária, que o mundo está enfrentando uma nova “crise econômica bastante profunda” e que o Brasil não está imune a esse cenário.

    Nos últimos meses, autoridades financeiras como o FMI e o Banco Mundial têm alertado para a possibilidade de uma nova recessão e para “novos perigos” para a economia global.

    “Nós não estamos imunes ao aprofundamento da crise, mas trabalhamos com esforço e discernimento para manter esses fundamentos macroeconômicos e ao mesmo tempo não comprometer as políticas de crescimento e de inclusão social que são a principal defesa e razão do nosso sucesso”, disse a presidente.

    ‘Terapia prescrita’

    Em discurso a uma plateia de empresários brasileiros e búlgaros em Sófia, Dilma se manifestou sobre dois dos principais assuntos que estão sendo debatidos pelas autoridades financeiras da Europa no momento: a política fiscal e a possibilidade de fragmentação do bloco.

    Sem citar nenhuma nação, Dilma criticou os países que estão adotando políticas fiscais rígidas, apenas cortando gastos públicos e elevando impostos. A presidente defende que para acelerar a recuperação do bloco, alguns governos precisam estimular a economia gastando mais, mas com cuidado para não elevar ainda mais o deficit público.

    Segundo ela, alguns “países desenvolvidos que não encontraram o equilíbrio entre ajustes fiscais apropriados e estímulos necessários para retomar o crescimento e encontram-se em uma encruzilhada”.

    “Muitas vezes o que gerou a crise é reafirmado e prescrito como terapia”, disse Dilma.

    Dilma defendeu que o Brasil achou o equilíbrio adequado, ao atingir “um processo fiscal de consolidação, buscando sempre diminuir a nossa relação de endividamento sobre o PIB.”

    Ela também disse que o Brasil, ao contrário de outros países desenvolvidos, regulou o sistema bancário com maior rigidez, aumentando a estabilidade.

    “Apostamos em marcos regulatórios para o sistema financeiro e bancário brasileiro bastante robustos, com grandes exigências de capitais para os nossos bancos.”

    Sobre a possibilidade de fragmentação do bloco, ela fez coro aos apelos da chanceler alemã Angela Merkel, que tem defendido a importância de medidas duras para salvar a União Europeia.

    “(Ressalto) a importância de manter a durabilidade dessa conquista, que foi a União Europeia, da qual todos nós, mesmo que não sejamos da zona do euro, precisamos.”

    Bulgária

    O encontro empresarial foi um dos compromissos da presidente nesta quarta-feira, o primeiro de dois dias de visita oficial ao país.

    Pela manhã, ela depositou uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido e encontrou-se com as duas principais autoridades do país: o presidente Georgi Parvanov e o premiê Boiko Borisov.

    Dilma, ao chegar à Bulgária Viagem tem caráter ‘emocional’, mas visa estreitar laços comerciais com a Bulgária, disse presidente

     

    Por sua “contribuição extraordinária às relações bilaterais entre Brasil e Bulgária”, ela recebeu a maior honra do país – a Ordem Stara Planina. Em contrapartida, ela conferiu ao presidente Parvanov a Ordem do Cruzeiro do Sul.

    Em três pronunciamentos na Bulgária, ela disse que não esconde “os vínculos emocionais de sua viagem” – que foi feita para que ela pudesse visitar a cidade natal de seu pai – mas que pretende aproveitar a situação para melhorar as relações comerciais entre os dois países.

    O volume de comércio entre Brasil e Bulgária é quase insignificante – equivalente a 0,05% da pauta brasileira de exportações – mas nos três anos anteriores à crise financeira de 2008 essa corrente chegou a triplicar.

    Tanto Dilma quanto Parvanov disseram esperar que a visita oficial consiga reverter a tendência de queda dos últimos anos.

    A presidente destacou a venda de jatos da Embraer para a Bulgaria Air, neste ano, e a intenção da Marcopolo de participar de licitações para a venda de ônibus ao sistema de transporte público búlgaro.

    Em contrapartida, o presidente da Embrapa, Pedro Antônio Arraes Pereira, integrou a comitiva para conhecer o mercado de fertilizantes do país, que pode gerar negócios no Brasil.

    Publicado por jagostinho @ 11:19



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.