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  • 05out

    AGÊNCIA BRASIL

    A proibição de remédios para emagrecer à base de anfetaminas e a restrição dos medicamentos derivados de sibutramina está dividindo a opinião dos consumidores.

    De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a falta de evidências científicas sobre a eficácia dos medicamentos pode comprometer a saúde dos pacientes, o que justifica a medida.

    A publicitária Lucinda Ulhoa, 32 anos, concorda com a posição da Anvisa. Durante alguns anos, ela usou remédios à base de anfetamina e de sibutramina, mas não alcançou os efeitos esperados.

    “Acho que faz sentido [a proibição]. Esses remédios têm efeito momentâneo, tiram a fome, mas depois o organismo fica viciado. E é só parar de tomar que a pessoa engorda o dobro.”

    No entanto, Lucinda faz uma advertência; a determinação da Anvisa pode ter o efeito inverso e se tornar um risco à saúde das pessoas que querem emagrecer.

    “Não é essa proibição que vai fazer as pessoas procurarem pela cirurgia de redução de estômago. Elas vão procurar [os remédios] por baixo dos panos e isso traz muitos riscos à saúde.”

    As novas regras da Anvisa estão deixando os pacientes que usam os medicamentos proibidos inseguros.

    É o caso da assistente de atendimento Juliane Melo, 24 anos, que usa sibutramina há seis anos para ajudar no tratamento de hipotireoidismo e compulsão alimentar.

    “Acho sem sentido a Anvisa proibir ou restringir, porque um obeso deixa de ser obeso tomando a sibutramina.”

    Juliane acredita que a agência deveria promover campanhas educativas, em vez de proibir a medicação.

    “Se você educa a população, evita o uso indiscriminado. Podia fazer campanha mostrando os malefícios, mas não proibir.”

    Desde fevereiro, quando a Anvisa lançou a proposta de tirar esses remédios do mercado, sociedades médicas se posicionaram contra a ideia.

    De acordo com a endocrinologista e membro da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (Abeso), Maria Edna de Melo, sem esses medicamentos os pacientes obesos ficam sem possibilidade de tratamento.

    “O tratamento da obesidade é muito difícil e as respostas às medicações são individuais. Temos alguns que respondem à sibutramina e outros à anfepramona. Se sair do mercado, não tem outra opção”, disse a médica.

    Segundo a endocrinologista, as restrições ao uso de sibutramina não foram muito claras. Os pacientes poderão usar remédios derivados de sibutramina para emagrecer somente após assinarem termo de responsabilidade.

    “Eles [diretores da Anvisa] falaram que, para prescrever o medicamente, temos de ter esse documento, mas quem vai controlar isso? Se a Anvisa não controla nem a venda vai controlar essas restrições?”

    Publicado por jagostinho @ 16:34



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • MÍRIAM Disse:

    OS EFEITOS DOS EMAGRECEDORES ACONTECEM PELA DEPENDÊNCIA , SEM QUE A PESSOA REEDUQUE SUA ALIMENTAÇÃO. ACHO QUE ELES JAMAIS DEVERIAM TER EXISTIDO.

    POUCOS MÉDICOS COM CONSCIÊNCIA, OS DESPREZAM E, RASTREIAM A FUNDO O PROBLEMA DE OBESIDADE DE SEUS PACIENTES .

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