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  • 11set

    GAZETA DO POVO/CÍNTIA JUNGES

    O pescador Carlos Alberto Novaes e os destroços: fuga às pressas com a filha e “abrigo permanente” numa cooperativa de Antonina

    Seis meses depois das chuvas e desmoronamentos que devastaram o litoral paranaense em março deste ano, famílias inteiras ainda vivem em abrigos ou em casas subsidiadas pela prefeitura, em Antonina e Morretes.

    Essa situação deve durar, no mínimo, mais sete meses, já que parte das casas ainda não começaram a ser construídas nos dois municípios.

    Em Antonina, 88 famílias estão sem moradia, vivendo em casas de parentes, alugadas ou em abrigos.

    A dona de casa Jurema de Oliveira, 55 anos, o marido e mais três irmãos diagnosticados com problemas mentais dividem, há cinco meses, uma sala de um abrigo cedido pela Prefeitura de Antonina.

    “Não posso voltar para a minha casa e não temos para onde ir”, afirma. A casa de Jurema, no bairro Caixa d’Água, não foi atingida, mas a família não pode retornar ao local, considerado de risco.

    Das cidades atingidas pelo aguaceiro no litoral, Antonina foi a mais afetada.

    Além de ruas e casas alagadas, o bairro Laranjeiras foi inteiramente destruído pela enxurrada de árvores e lama que desceu dos morros.

    Os cerca de 90 moradores do local tiveram de deixar as casas às pressas e não puderam salvar nada.

    O pescador Carlos Alberto Novaes, 40, conseguiu sair de casa com a filha Daiane, de 8 anos, antes que os deslizamentos destruíssem tudo.

    Depois de 20 dias abrigados numa igreja, Novaes e a filha foram encaminhados para a Cooperativa dos Pescadores de Antonina, junto com mais sete pessoas da família, e lá estão até hoje.

    “O fim do ano se aproxima e não estamos contentes com esta situação provisória”, desabafa.

    Prioridade

    De acordo com o prefeito de Antonina, Carlos Augusto Machado, um terreno doado pela prefeitura está sendo preparado para receber as casas que vão atender os desabrigados.

    Neste primeiro momento, no entanto, os recursos disponibilizados só permitirão a construção de 53 das 88 moradias previstas.

    Segundo Machado, os projetos de reconstrução vão contar este ano com 60% dos R$ 9,3 milhões prometidos pelo governo.

    Em Morretes, as chuvas fortes ainda são motivo de apreensão para os moradores das comunidades rurais do município.

    Em Floresta, pedaços inteiros de vegetação, pedras e terra desceram dos morros sobre casas e plantações das cerca de 200 pessoas que viviam no local.

    O agricultor Aceli Nogueira, 43, teve a casa e a plantação de hortaliças da família destruídas.

    “O prejuízo foi grande. Perdemos tudo, inclusive as bandejas utilizadas para embalar as hortaliças que vendemos em Paranaguá”, conta.

    Seis meses depois e sem nenhum recurso público, a família retomou a produção, graças às economias que possibilitaram a compra das mudinhas e embalagens.

    De acordo com o secretário de Governo de Morretes, Marcy Alves Pinto Jr., a permanência dos agricultores em Floresta depende ainda de um laudo conclusivo da Mi­neropar, em parceria com a Defesa Civil, sobre a estabilidade do solo e dos morros da região.

    Enquanto não ocorre a liberação ou a desocupação do local, a prefeitura não pode liberar verbas para a reconstrução das propriedades, explica Rosângela Franquetto da Silva, secretária de Ação Social do município.

    Assim como Floresta, outros bairros e comunidades rurais atingidos pelas chuvas em Morretes ainda estão sendo monitorados devido ao risco.

    Segundo Rosân­gela, aproximadamente 50 pessoas ainda vivem em casas subsidiadas pela prefeitura, mas a possibilidade de desocupação de outros locais eleva a demanda para 150 moradias.

    “Estamos aguardando uma decisão do Ministério Público com relação a alguns locais considerados de risco, para que possamos fazer um estudo social detalhado, e definir pela reforma ou desocupação das casas”, garante Rosângela.

    Publicado por jagostinho @ 14:03



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