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  • 14jul

    DA COLUNA DO CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    A coluna convida o prezado leitor a acompanhar alguns cálculos matemáticos. São simples. Mas o resultado das contas pode revelar o dispêndio excessivo de dinheiro público para prestar precaríssimos serviços de assistência à saúde aos servidores públicos do estado.

    É o que se constata diante do exame, ainda que sumário, de documentos aos quais a coluna teve acesso, produzidos pelo Departamento de Assistência à Saúde do Servidor (DAS), órgão da Secretaria de Administração do governo estadual.

    Primeiro, deve-se entender como funciona (mal) essa assistência. Ela é prestada pelo SAS, um serviço criado no governo Lerner em substituição ao extinto Instituto de Previdência do Estado (IPE).

    Todo funcionário público, assim como seus dependentes, pode recorrer ao SAS para conseguir socorro médico – consultas, internações, cirurgias e outros procedimentos.

    O SAS, no entanto, não presta diretamente tais serviços. Ele firmou convênios com 15 hospitais regionais.

    Por exemplo: se o servidor mora em Palmeira, para conseguir atendimento ele precisa viajar 50 quilômetros para chegar à Santa Casa de Ponta Grossa, o hospital conveniado da região.

    Só isso já é suficiente para mostrar a precariedade do serviço. Fora o fato de que consultas e exames de laboratório só se conseguem para semanas ou meses após agendados.

    Ainda não chegamos às prometidas contas de somar, dividir e multiplicar que propusemos. Chegaremos lá. Antes é ainda preciso mostrar outra curiosa situação, vivida aqui mesmo em Curitiba onde se concentram 40% da clientela cativa do SAS.

    Em Curitiba, o hospital conveniado é o São Vicente, com sede tradicional na Avenida Vicente Machado, centro.

    Depois de assinar o contrato, no entanto, o hospital passou a atender os servidores exclusivamente em outra sede, situada – sabe onde? – na distante Cidade Industrial (CIC).

    É para lá que deve se dirigir o doente que mora no Atuba ou no Santa Cândida, lado oposto e transporte difícil.

    Dito isto, vamos então aos números, com dados relativos a 15 meses (janeiro de 2010 a março de 2011).

    • Nesse período, de um total de 377 mil segurados (incluídos os dependentes) foram atendidos 38 mil, ou seja, apenas 10% do universo.

    • O SAS não paga apenas pelos atendimentos efetivos mas pelo total de segurados: R$ 24,00 por cada um, por mês.

    • Multiplique então os 377 mil por R$ 24,00 e se terá o valor que os 15 hospitais da rede receberam dos cofres públicos nesses 15 meses: dá nada menos que R$ 136 milhões!

    • O descalabro fica mais evidente quando se observa o seguinte: como os hospitais só atenderam 38 mil pacientes em 15 meses, cada procedimento médico (uma simples consulta, por exemplo) custou ao SAS quase R$ 3.600,00!

    Como se vê, o gasto é sueco ou dinarmarquês, mas o serviço prestado talvez não seja melhor do que o da Bolívia ou da Etiópia.

    Essa aberração não foi criada pelo governo Beto Richa. Vem de longe. Mas o choque de gestão ainda não chegou ao ponto de prestar atenção no problema antigo.

    Não se tem notícia, até agora, que um projeto – mais barato para o estado e mais eficiente para o servidor – já esteja em vias de ser anunciado. E não se sabe ainda quanto tempo demorará.

    Publicado por jagostinho @ 14:02



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