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  • 08jul

    PARANÁ ONLINE

    Os trabalhadores da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), empresa estatal responsável pelo gerenciamento do trânsito e transporte na capital paranaense, vão entrar em greve a partir da zero hora da próxima terça-feira (12).

    A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária realizada nesta quarta-feira (6). Segundo nota divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano-PR), os funcionários aprovaram a paralisação porque a Urbs não teria atendido a pauta de reivindicações do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012.

    Os trabalhadores denunciam as condições de trabalho, que, segundo eles, são precárias e exigem a valorização por meio do aumento real dos salários, de 10%, redução da carga horária de trabalho dos profissionais responsáveis pela higienização de espaços públicos, além do aumento das folgas para os funcionários da fiscalização.

    “Nos últimos anos tem sido somente o arredondamento da inflação”, relata Valdir Mestriner, presidente do Sindiurbano-PR.

    No entendimento do sindicato, o aumento real não é realizado por falta de recursos. “O EstaR foi reajustado em 50%, a tarifa de ônibus em 15%. Condições de oferecer aumento a Urbs tem”, argumenta Mestriner.

    O Sindiurbano-PR alerta que, caso a empresa não sinalize a aceitação dos termos do acordo coletivo e os trabalhadores entrem em greve, serviços essenciais para o funcionamento do trânsito e do transporte na cidade serão comprometidos.

    A Urbs emprega cerca de 1.700 funcionários, responsáveis pela gestão e fiscalização do trânsito e do transporte da capital, além da higienização de espaços públicos como o complexo rodoferroviário, o Terminal Guadalupe e as Ruas da Cidadania.

    Além disso, os trabalhadores da Urbs são responsáveis pela manutenção de equipamentos como estações tubos, sinalização das vias, fiscalização e venda do EstaR (Estacionamento Regulamentado). Além disso, os banheiros públicos também estão sob a responsabilidade dos agentes de apoio da Urbs.

    Atualmente, o menor salário pago pela Urbs é de R$ 595, para limpeza de equipamentos urbanos, e o mais alto é de R$ 1,1 mil, do pessoal administrativo. Os fiscais ganham R$ 845.

    Negociações

    As negociações para o acordo coletivo foram iniciadas em abril, quando a pauta de reivindicações foi aprovada pelos funcionários.

    A partir daí, o Sindiurbano-PR (Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná) iniciou o diálogo com a empresa. Em 30 de maio, a Urbs apresentou ao sindicato a sua contraproposta, que foi rejeitada pela categoria no dia 21 de junho.

    Entre o dia 21 e o dia 6 de julho foram realizadas novas reuniões de negociação, mas os avanços não atenderam às reivindicações dos trabalhadores, por isso o indicativo de greve foi confirmado na última assembleia.

    Contraproposta

    A Urbs informou que ofereceu aumentos de: 6,5% nos salários, correspondendo à inflação do período, 46% na cesta básica (de R$ 113 para R$ 165) e mais de 13% no vale-alimentação (de R$ 440 para R$ 500), além de progressão dentro da empresa para mais da metade dos funcionários.

    Publicado por jagostinho @ 19:13



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Míriam Disse:

    A greve representa o descontentamento de um classe, em favor da dignidade e da sobrevivência .
    Ninguém dela faz parte, qdo recebe um salário justo , pela função que ocupa. A inflação corre , os “patrões” sempre a acompanham e, entre o período da greve e o período inflacionário, o lucro é certo.
    Resultado: Quem sabe o que quer, que corra atrás pelos seus direitos, e do prejuízo , senão, a acomodação irá devorar seu salário .
    Salve os sindicatos….

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