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  • 22jun

    BLOG DO JOSÉ SEABRA-COLUNISTA POLÍTICO DE BRASÍLIA

    Se demitir secretário da Fazenda, governador também acaba com urucubaca na sua administração

    O governador Beto Richa (PSDB) está decidido a demitir o deputado federal Luiz Carlos Hauly, tucano como ele, da Secretário da Fazenda.

    Se levar adiante seu desejo, Richa estará matando dois coelhos com uma só cajada, pois não só evitará um racha sem precedentes na sua equipe, como também se verá livre das bicadas do colega de legenda.

    Hauly virou um problema quando supostamente passou a defender projetos pessoais na secretaria que dirige, o que tem sido interpretado como conflito de interesses.

    Ao mesmo tempo, decidiu bater de frente com o deputado estadual Durval Amaral (DEM), secretário de Governo.

    Os dois são adversários ferrenhos, pois, nascidos em Cambé, uma cidade-dormitório de Londrina, disputam votos na região metropolitana da “capital do café”.

    Por conta de questiúnculas locais, eles comprometem a gestão pública. E como Beto Richa deve mais favores políticos aos Democratas do que a Hauly, uma espécie de pré-defenestrado do ninho tucano, ele decidiu manter o secretário de Governo e afastar o da Fazenda.

    Segundo observadores políticos do Paraná, Beto Richa teria mais motivos para afastar Luiz Carlos Hauly.

    Um deles seria a anunciada pré-candidatura do secretário da Fazenda à prefeitura de Londrina, cargo que insiste em disputar sem sucesso pela enésima vez, o que lhe valeu o apelido de eterno derrotado.

    Não bastasse isso, o governador teria um nome da sua preferência no colete, que espera ver como prefeito da cidade.

    A virtual demissão de Hauly, mesmo antes de confirmada, foi aplaudida na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e no centro financeiro do eixo Rio-São Paulo.

    Na capital da República o secretário da Fazenda do Paraná é mal visto, pois costuma confundir adversário político com inimigo.

    E predador de tucanos, para ele, é o PT – justamente o partido que, por estar no comando central, fecha ao Paraná as portas do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

    – Se o Hauly nos vê como inimigos, ele terá o tratamento de inimigo”, costuma dizer o ministro da Fazenda Guido Mantega a interlocutores mais próximos.

    Já no centro nervoso da economia do país, empresários de grande porte têm pressionado o governador a demitir o secretário da Fazenda, a quem se referem como o “Economista de Cambé”, numa alusão ao personagem Analista de Bagé, de Luis Fernando Veríssimo.

    A desconfiança de paulistas e cariocas em torno de Hauly foi manifestada ao próprio Richa em recente almoço na sede do Banco BTG-Pactual, do banqueiro André Esteves.

    “O Paraná é o Estado do futuro, mas com o Hauly lá, não dá”, sintetizaram os investidores.



    Publicado por jagostinho @ 09:15



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4 Respostas

WP_Cloudy
  • César Teixeira Disse:

    Isso tá muito igual ao episódio GLOBO X MAILSON DA NÓBREGA.

  • Antonio Trentim Disse:

    tem que sair mesmo, ele é muito honesto para fazer parte deste governo

  • Leila Nagri Monte Disse:

    Rapaz, parabéns pelo seu aniversário Jota, mas falando sério…
    Quem é que acredita numa conversa de um blogueiro de Brasília que foi condenado pelo PPS e PT?
    Ninguém merece… deve ser de encomenda, tal como os ‘homes pagos’ que ‘quebravam mio’ no interior de Reserva, lá pelas bandas do interior…

  • Ladislau C. Javinsky Disse:

    Jota, essa nota plantada no José Seabra não procede. Pense sobre o título:
    “Richa tira Hauly para evitar racha no Paraná”. Existe alguma fonte oficial do Governo sustentando essa afirmação? Não existe.
    Essa matéria não foi escrita por ninguém de Brasília, mas por alguém daqui que aceitou a encomenda explicita de tentar prejudicar o Secretário da Fazenda.
    Nunca Hauly e Durval bateram de frente. Nunca disputaram o mesmo cargo, sempre juntos somaram esforços em dobradinhas pelo Norte do Paraná. Hauly prefeito de Cambé, Durval Secretário. Hauly Secretário da Fazenda no Governo Álvaro Dias, Durval seu assessor. Hauly Deputado Federal, Durval Deputado Estadual. E assim tem sido.
    As divergências de Hauly com Mantega é outra mentira. O Governador Beto Richa recentemente levou Hauly ao Ministério da Fazenda para que ele apresentasse propostas de Reforma Tributária, Fiscal, Dívida dos Estados e outros assuntos. A próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária será realizada em julho, em Curitiba, e será presidida por Hauly como anfitrião.
    Quem acompanha a política nacional sabe que Hauly é um dos mais conceituados parlamentares, sendo, por 17 anos consecutivos eleito pelo Diap como um dos mais atuantes e influentes do Congresso Nacional. Dos 594 membros do Congresso apenas outros 4 conseguiram esse feito, nenhum outro do Paraná.

    Para o autor dessa nota, que quer confinar Hauly à política de Cambé, é importante informar que, entre tantas funções de destaque no Congresso, Hauly foi, até assumir a Secretaria da Fazenda, presidente do Fórum Interparlamentar das Américas, com sede no Canadá, reunindo 34 países.
    Só uma justificativa para se plantar uma nota como essa eivada de suposições rasteiras: gente grande com interesses contrariados e políticos que se julgavam poderosos mas que perderam o acesso ao cofre do Governo do Estado.

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