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  • 19jun

    AGÊNCIA ESTADO

    Após analisar dados de mais de 105 mil pessoas submetidas a cirurgia para perda de peso, pesquisadores americanos montaram uma lista com os seis fatores que mais aumentam o risco de o paciente morrer antes de receber alta.

    O estudo foi apresentado nesta semana no congresso da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em Orlando.

    O fator que apresentou maior peso foi o tipo de cirurgia realizada. Pacientes submetidos à técnica do by-pass gástrico apresentaram 5,8 vezes mais risco de morrer.

    O aumento foi de 4,8 vezes quando compararam a cirurgia aberta (na qual é feito um grande corte na barriga) com a laparoscopia – menos invasiva.

    Entre os pacientes do sexo masculino e os que não tinham plano de saúde particular, o risco foi cerca de três vezes maior.

    Aqueles com 60 anos ou mais apresentaram o dobro de risco dos mais jovens. E o risco dos diabéticos foi 1,5 vez maior.

    “A cirurgia bariátrica é muito segura, mas podemos fazer mais para melhorar as chances de sobrevivência dos pacientes de alto risco”, afirmou o autor principal, Ninh Nguyen, da Universidade da Califórnia em Irvine.

    Segundo ele, os médicos podem usar esses fatores de risco para ajudar no planejamento pré-operatório e auxiliar os pacientes a entender seu risco individual.

    O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, explica que esses fatores de risco já eram conhecidos pelos cirurgiões.

    Os pesquisadores apenas fizeram uma análise estatística para saber a influência deles.

    Cohen ressalta que, embora a banda gástrica ajustável ofereça menos risco – por não haver cortes no estômago -, sua eficácia também é menor e, por isso, ela é menos realizada.

    A cirurgia aberta – única opção disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) -, é bem mais comum no País que a laparoscopia.

    “Estimamos que 35% das operações sejam laparoscópicas”, afirma Cohen.

    Mas o número, diz o médico, deve crescer se os planos de saúde passarem a ter de custear a laparoscopia. O tema está em discussão na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

    Gênero

    No caso dos homens, dois fatores explicam a maior mortalidade, diz o cirurgião Marcos Leão Vilas Boas.

    “Os homens tendem a acumular mais gordura visceral, que é mais perigosa, e apresentam mais comorbidades, como diabete e hipertensão.

    ” Entre os pacientes que não possuem plano, o risco possivelmente é maior porque tendem a ficar mais tempo na fila da cirurgia e, enquanto isso, sua condição de saúde se agrava.

    De acordo com Vilas Boas, é preciso deixar claro que, mesmo com os fatores de risco, o índice de mortalidade da cirurgia bariátrica é baixo.

    Outro estudo recente mostrou que apenas 1 em cada 1 mil pacientes submetidos à colocação de banda gástrica ajustável por laparoscopia morre.

    O número sobe para 2 em cada 1 mil no caso dos que fizeram by-pass gástrico por laparoscopia.

    “Entre aqueles que fizeram o by-pass por meio de cirurgia aberta, morreram 2 em cada 100, ou seja, dez vezes mais”, relata.

    Estudos anteriores também mostraram que o risco de conviver com as doenças causadas pela obesidade superam os riscos associados à cirurgia bariátrica.

    Após a operação, pacientes podem aumentar sua expectativa de vida em até 89%.



    Publicado por jagostinho @ 17:29



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Míriam Disse:

    Dos três vizinhos que se submeteram a cirurgia bariátrica, os tres nunca mais engordaram, pois faleceram , no pós operatório. Um, muito jovem, e dois de meia idade.

    Duas manicures de conceituado salão que se submeteram a cirurgia, foram bem sucedidas, mas estão excessivamente magras e a cor da pele, levemente escurecida , seria uma consequencia da perda de nutrientes ?

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