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  • 14jun

    ASSESSORIA DE IMPRENSA/RENATO SORDI

    Participaram do encontro Nilmário Miranda, presidente da Fundação Perseu Abramo e ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos; Luis Fernando Pereira, advogado e professor de Direito Eleitoral; Ricardo Oliveira, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná e Natalino Bastos dos Santos, secretário de Formação Política do PT/PR.

    “Foi um ótimo encontro, muito esclarecedor para nossa militância, que se mostrou bastante motivada em participar. Foi muito bom ver o auditório do PT/PR completamente cheio”, avaliou Verri.

    Estiveram presentes os deputados estaduais do PT Elton Welter, Professor Lemos e Luciana Rafagnin e os prefeitos do partido Luiz Goularte Alves, de Pinhais, Tina Toneti, de Jacarezinho e Vera Zanata, de Terra Boa.

    O encontro começou com uma explanação de Miranda sobre a consolidação da democracia no País e a formação do sistema eleitoral brasileiro.

    O ex-ministro disse que considera o atual modelo organizado e eficiente. “Não queremos reconstruir o modelo eleitoral, o PT cresceu por conta da proporcionalidade no sistema. Mas existem distorções e defendemos a reforma para aperfeiçoar o sistema.”

    Lista fechada – Entre as distorções, o ex-ministro citou que grupos importantes da sociedade ficam com pouca ou nenhuma representação, como as mulheres, camponeses e indígenas.

    “Neste sistema não tem como eleger um indígena. Nossa posição é de defesa da lista fechada. Ela aumenta as possibilidades de representatividade política e amplia a democracia.”

    A opinião foi compartilhada por Pereira. De acordo com o advogado, “a lista fechada pode ser um grande avanço, partindo do pressuposto de fortalecer os partidos políticos”. Ele defendeu a hipótese de que uma Reforma Política genuína só será possível com a realização de uma Constituinte Exclusiva.

    Financiamento – O presidente da Fundação Perseu Abramo explicou que o financiamento privado é outra distorção do sistema eleitoral em vigor no Brasil, uma vez que “provoca uma guerra enorme entre os partidos”. “Precisamos de um modelo diferente, de financiamento público para os partidos, e não para as pessoas”.

    Na opinião de Miranda, o financiamento público exclusivo vai equilibrar o jogo eleitoral. Para ele, o sistema atual levou à super-representação de setores ligados ao capital e a sub-representação dos grupos ligados aos trabalhadores. “O financiamento público representa uma ruptura importante neste sistema”, disse.

    A desproporcionalidade no poder econômico dos candidatos foi um dos temas abordados por Oliveira. “Um elemento que caracteriza a representação política no Brasil é o parentesco.

    As mesmas famílias fazem o que eu chamo de ‘extrativismo estatal’ por gerações, condensam poder econômico e fazem da representação política uma atividade que passa de pai para filho”.

    O professor da UFPR destacou que a disparidade econômica faz com que alguns parlamentares atuem como “despachantes de interesses privados. “O sistema atual está montado para a política ser uma atividade de família, uma atividade cara e um grande negócio”.

    Segundo Miranda, a pergunta que deve ser feita por quem debate a Reforma Eleitoral é: “nas próximas décadas, queremos votar em pessoas ou votar nos partidos?”.

    Ele responde. “Votar em pessoas é continuar votando nas mesmas famílias, nas elites socialmente egoístas. As pessoas passam, mas os partidos ficam. Não existe democracia moderna sem partidos políticos fortalecidos.”

    Para o ex-ministro, o mais importante no momento é fazer o processo avançar. “O PT precisa defender suas prioridades e buscar uma reforma possível, que seja aprovada no Congresso. Nossa obrigação é fazer o processo avançar”.

     



    Publicado por jagostinho @ 16:14



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