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  • 12jun

    Trechos da matéria de ISTOÉ

     

    Às 6h10 minutos da quarta-feira 8, o telefone tocou na casa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Ele atendeu e, ainda sonolento, ouviu do outro lado da linha: “É o assessor da ministra Gleisi?”, perguntava a jornalista de uma rádio da capital, em busca de uma entrevista com a nova titular da Casa Civil, que seria empossada no cargo horas mais tarde.

    “Claro que não, minha senhora. Assessor a esta hora da manhã?”, resmungou o ministro. Foi um sinal de que as coisas estavam mudando naquela casa. Escolhida pela presidente Dilma Rousseff para substituir Antônio Palocci, abatido pelo escândalo da multiplicação de seu patrimônio, Gleisi Hoffmann formará, com Paulo Bernardo, o primeiro casal ministerial da República.

    Casados há 13 anos, os dois se transformaram no par mais poderoso da Esplanada dos Ministérios.

    O orçamento administrado pelo casal soma nada menos do que R$ 11,7 bilhões, valor equiparável ao montante reservado pelo governo este ano para o programa Bolsa Família. “Nessa sociedade, eu entro no máximo com 10%”, já brinca o ministro.

    Mas ele acha que tem seus trunfos. Conhecedor dos segredos da culinária, nos fins de semana é Paulo Bernardo quem prepara o molho de tomate para acompanhar uma macarronada de boa fama.

    Vegetariana convicta, Gleisi é fã do prato e o ministro das Comunicações ameaça se valer disso para dar o troco, no caso de a ministra da Casa Civil barrar algum projeto de sua pasta. “Ela vai ficar sem meu macarrão.”

     

     

    O cardápio dominical de Gleisi e Paulo Bernardo pode até não ser alterado. Mas a rotina do casal mudou radicalmente desde a semana passada. Convidada na terça-feira 7 para assumir o posto mais importante de sua vida pública, Gleisi substituiu uma agenda de compromissos que previa visita a exposições e reunião com sindicatos da construção por outra de maior responsabilidade na Casa Civil.

    Suas atribuições serão bem mais amplas do que as exercidas até então no Senado. Além de avaliar, monitorar e coordenar os ministérios e programas como PAC e Minha Casa Minha Vida, a chefe da Casa Civil despacha quase diariamente com a presidente da República e precisa estar presente na maioria das reuniões com os demais ministros.

    Como consequência, a neta do alemão Bertoldo Hoffmann, nascida em Curitiba, em 1965, já passou a acordar mais cedo, às vezes antes das 7 horas, e dormir mais tarde. Na quinta-feira 9, chegou em casa depois das 10h, o que não acontecia havia pelo menos seis meses.

    Gleisi é metódica. Para não prejudicar a rotina dos filhos Gabriela Sofia, 5 anos, e João Augusto, 9, ao menos neste primeiro momento ela não pretende ocupar a residência oficial da Casa Civil, na Península dos Ministros.

    O casal continuará na casa alugada por Paulo Bernardo, localizada na QI 19 do Lago Sul, em Brasília. As crianças também permanecerão no mesmo colégio, a Escola das Nações.

    Todas as manhãs a nova ministra da Casa Civil costuma deixar os pequenos na escola e não pretende abrir mão desse hábito. “Sabemos que a nossa vida não é normal, como a da maioria das pessoas. Porém, tentamos amenizar isso ao máximo para não prejudicar as crianças”, diz Gleisi.

    Segundo Paulo Bernardo, o casal evita conversar sobre política diante dos filhos. “Damos um tempo na frente das crianças. Eles não gostam e não entendem”, justifica.

    O mais velho, João Augusto, sentiu muito a falta da mãe durante a campanha eleitoral para o Senado no ano passado. Gabriela, tal como o irmão, também não entendia direito o motivo da ausência dos pais.

    Por isso, o casal tentará preservar as atividades familiares dos fins de semana, com as visitas de sempre ao ParkShopping e ao Shopping Iguatemi e as sessões caseiras de filmes infantis. Eles têm hábitos simples. Costumam frequentar o restaurante Francisco, na Academia de Tênis, e o Avenida Paulista, onde Gleisi gosta de comer pizza.

    O convívio no serviço público não é uma novidade na vida do casal. Em 1999, os dois foram secretários no governo de Zeca do PT em Mato Grosso do Sul. Ele na Fazenda e ela na Secretaria de Reforma Administrativa.

    Paulo Bernardo, há seis anos no Poder Executivo, ingressou na política em 1985 como diretor do Sindicato dos Bancários do Paraná. Com apoio da categoria, foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1991. Em 2002, chegou ao seu terceiro mandato na Câmara.

    No ano seguinte, Gleisi era convidada a assumir a diretoria financeira de Itaipu Binacional, levada por Jorge Samek, com quem já tinha trabalhado na Câmara de Vereadores do Paraná. Figura influente no PT, Paulo Bernardo ocupou o Ministério do Planejamento do governo Lula até 2010.

    Levando em conta a maior experiência do marido, Gleisi costuma lhe pedir conselhos. “Trocamos ideias. É natural”, diz a ministra da Casa Civil.

    Paulo Bernardo sempre faz questão de exaltar as qualidades da mulher: “Ela é muito bela, mas achar que essa é sua única qualidade costuma ser um erro. Gleisi é inteligente e disciplinada. Além disso, é boa oradora e, portanto, é difícil debater com ela”, derrete-se o ministro.

     

    Gleisi e Paulo Bernardo com filhos João Augusto e Gabriela Sofia

     




    Publicado por jagostinho @ 09:02



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8 Respostas

WP_Cloudy
  • Míriam Disse:

    Não me lembro de outro casal forte em governos anteriores. Bonita trajetória dos dois, e que se fortaleçam ,a cada dia em suas missões, para que o país ganhe com isso.

    Agora a ala feminista, certamente irá criticar a primeira foto, pois demonstra uma mulher enxergando além do horizonte profissional e o marido , logo atrás, com cara de desagrado.

    Dificilmente os homens aceitam suas esposas se destacando mais do que eles. O homem ainda carrega em seu inconsciente, a carga do provedor absoluto.

    E hj isso não é mais realidade. O conceito de casal e de família sofreu grandes modificações , e ainda não sabemos se é bom ou ruim, somente o tempo nos responderá.

  • Rosinha Disse:

    Estou feliz com o Paraná tão prestigiado pela Dilma. Me sinto orgulhoso pois sei que todos os parananeses no governo federal são sérios e competentes. Boa Dilma !!!

  • Ivone Disse:

    Este casal construiu seu caminho com trabalho e dedicação. Tem ideais e sensibilidade com as necessidades do povo. Sucesso e força, pois a inveja vai imperar em cima de vcs. Deus os abençõe

  • Irio Disse:

    Como disse a Ivone vamos ver quando os vampiros disfarçados de tucanos ou VAMPICANOS vão entrar em ação. Força Gleisi e Bernardo.

  • Valmor Stédile Disse:

    Prezado Jota, o currículun da senadora licenciada e atual ministra Gleisi Hoffmann não está correto, pelo menos num detalhe. Onde diz que ela foi presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), em 1983, eu é quem presidia a entidade e inclusive fui reeleito em outubro daquele ano, com o apoie dela, que exercia a presidência da UMESC (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas). Fazíamos política estudantil no mesmo bloco, a Gleisi exercia importante papel junto à tendência “Viração” – vinculada mesmo ao PCdoB – e só nos dividimos na minha sucessão, em outubro de 1984, quando nosso candidato Élio Resende de Oliveira (de Toledo) venceu a chapa oposta, por 26 votos. Nosso grupo venceu também os congressos seguintes, em 1985 com Vandir Fonseca (Dois Vizinhos) e 1987 com Elton Sadi Fulber (também de Toledo).

  • Valmor Stédile Disse:

    Outra questão que soou estranha foi a do codinome ‘Clara’ que Gleisi teria usado para atuar na clandestinidade aos 17 anos, portanto também em 1983, quando não havia qualquer represália às ações partidárias e até o brizolismo – força política mais temida pelas elites políticas e que havia sofrido a mais implacável perseguição no período ditatorial – ressurgia livremente sem ser considerado risco pela ‘nova ordem’. A propósito, a presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) naquele período se chamava Clara Araújo, que pertencia à corrente ‘Viração’, quem sabe tenha vindo daí a inspiração dos camaradas modernos do PCdoB. E foi precisamente ela, a legítima Clara, quem recebeu das mãos do então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, a devolução do prédio da entidade incendiado por governos ditatoriais, num evento no qual comparecemos juntamente com outras lideranças do movimento estudantil paranaense. Na época o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) era Apolinário Rebelo, irmão do deputado Aldo Rebelo (PCdoB), com realizamos as melhores parcerias a favor da classe estudantil e tenho mantido ótimas conversas, ao longo dos anos, especialmente a mais recente nesta segunda-feira (13/6). Conclusão comum: a nossa gloriosa Gleisi pode ter sido vítima do péssimo marketing palaciano.

  • Altamir José Narciso Disse:

    Fui testemunha ocular desse momento histórico em nossas vidas, na condição de presidente fundador da Juventde Socialista do PDT de Leonel Brizola, ajudei na articulação política para eleger o Valoroso Camarada Valmor Stédile Presidente da UPES em 1983, sendo reeleito para 1984. Estou à disposição para esclarecer os fatos. Um Grande Abraço.

  • César Bento Disse:

    É verdade, eu estava nesse congresso (em Coronel Vivida). É mais um costume da imprensa de sair divulgando um monte de coisas sem conferir exatamente o que aconteceu. Cada vez podemos confiar menos na grande mídia pra avaliar e escrever a história

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