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  • 10jun

    Gazeta do Povo

    

    Gleisi, durante a posse: ministra da Casa Civil sentiu ontem o peso de ocupar o segundo posto da República

    Passada a emoção da posse e os afagos de parlamentares até da oposição, a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, já convive com o peso do cargo.

    Na linha do que ocorreu com os antecessores, a paranaense virou a principal vidraça do governo federal. Além de precisar se adaptar rapidamente à pressão de ser braço direito da presidente Dilma Rousseff, duas reportagens publicadas ontem trouxeram informações que questionam o passado dela.

    A Folha de S.Paulo noticiou que, nos quatro meses em que exerceu o mandato de senadora, a petista usou parte de sua verba indenizatória para pagar por serviços de um escritório de advocacia que já a representou em questões eleitorais, nas campanhas para prefeitura de Curitiba, em 2008, e para o Senado, em 2010.

    Além disso, o jornal O Estado de S. Paulo informou que, entre 2007 e 2009, Gleisi também foi dona de uma empresa de consultoria, o motivo que levou o ex-ministro Antonio Palocci a perder o cargo. A nova ministra teve 90% da GF Consultoria e Assessoria Em­­presarial Ltda, empresa que manteve em sociedade com a irmã, Francis Mari.

    No Congresso, as reportagens sobre Gleisi tiveram pouca repercussão. O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), disse que ainda não vê motivo para cobrar explicações.

    “Todas as informações levantadas pela imprensa terão um tratamento institucional. Se acharmos algo que precise ser mais bem explicado, vamos cobrar. Mas agora não é o caso”, afirmou o parlamentar.

    O líder tucano no Senado, Alvaro Dias, adotou a mesma li­­nha. “Não posso fazer juízo de valor porque não há dados mais profundos. O que se espera é que a presidente tenha feito uma escolha consciente, que não se repitam mais os erros do passado”, disse o senador.

    Filho do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o deputado paranaense Zeca Dirceu (PT) disse que a fiscalização mais dura sobre Gleisi já era esperada. “Ela está no cargo mais visado do governo. Só que ela tem toda uma história de competência, seriedade, não há o que questionar.”

    Segundo Zeca, outra vantagem de Gleisi é ter construído uma carreira mais distante de conflitos. “Meu pai [quando ministro] era uma figura que vinha de um histórico de liderança nacional. E isso sempre gera uma disputa. Vejo a situação da Gleisi muito semelhante ao que aconteceu com a Dilma quando assumiu a Casa Civil em 2005.”

    Também deputado do Paraná, Dr. Rosinha (PT) afirma que há uma tentativa de criar um clima de instabilidade no ministério. “Há muito político da oposição e alguns jornalistas que sonham achar assuntos para derrubar ministro. Outros sonham nomear os ministros com quem tem afinidade.”

    Segundo Rosinha, Gleisi ainda foi privilegiada por uma decisão rápida sobre sua escolha. “Não deu tempo de articular uma fiscalização para derrubá-la. Nem vai dar tempo, porque não há o que achar de errado no currículo dela.”

    Até a noite

    No primeiro dia de trabalho, a ministra chegou à Casa Civil, que fica no Palácio do Planalto, às 9 horas. Logo depois, foi chamada para conversar com a presidente, que passou a maior parte do dia em Santa Catarina, onde participou de uma cerimônia de entrega de habitações do programa Minha Casa, Minha Vida.

    Gleisi almoçou no gabinete e teve reuniões com assessores até a noite para se ambientar à estrutura da pasta.

    Além da tensão da estreia, a paranaense teve um dia agitado em função da possível troca de comando no Ministério das Relações Institucionais.

    O atual ministro, Luiz Sérgio, estaria na iminência de deixar o cargo, mas os trâmites da substituição ainda não foram definidos. A mudança fará parte de uma reestruturação do papel da Casa Civil.

    Ao contrário de Antonio Pa­­locci, que era o grande responsável pela articulação política do Planalto, Gleisi já anunciou que vai se dedicar à gestão dos programas de governo.

    Ontem, em São Paulo, o marido da paranaense e ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reiterou que a esposa não vai trabalhar como uma negociadora política com o Congresso.

    A nova configuração vai diminuir as pressões sobre a ministra, que deve ficar com a gerência de programas e projetos governamentais, articulando todos os ministérios.

    Publicado por jagostinho @ 09:13



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