Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 27maio

    Coluna de Valdo Cruz/Folha.com

    Nada como um dia depois do outro, principalmente no meio de uma crise. Enfrentando sua primeira turbulência no centro do poder, o governo Dilma teve de recuar e chamar o velho PMDB de guerra para ajudá-lo a tentar contornar as nuvens carregadas que surgiram no horizonte governista neste início de administração.

    Até então escanteado das principais reuniões do Palácio do Planalto, eis que o vice-presidente Michel Temer foi chamado a participar de encontro com líderes governistas em que a presidente Dilma buscou costurar um acordo para votar o Código Florestal.

    Não só isso: tentou também passar a imagem de que a vida segue normal na Esplanada dos Ministérios, a despeito do inferno astral em que se meteu o ministro Antonio Palocci (Casa Civil).

    Peemedebista, Temer começou o governo sendo chamado a participar das reuniões de coordenação do governo. Só que o PMDB achava pouco, queria mais um peemedebista com assento nos encontros semanais da presidente Dilma em que se discutem as principais decisões do governo.

    Resultado: Dilma praticamente acabou com as reuniões de coordenação e, pelo menos durante um período, sentiu-se livre das pressões peemedebistas.

    Depois, foi toureando o partido de Michel Temer, José Sarney, Renan Calheiros e outros, resistindo aos pedidos de cargos encaminhados pelos líderes peemedebistas.

    Sua equipe costumava proclamar que Dilma estava marcando um novo modo de relacionar com o velho PMDB, não se curvando a todo e qualquer pedido do partido de Temer.

    De certa forma, não se pode deixar de reconhecer, trata-se de uma virtude. Se dependesse apenas da vontade de muitos peemedebistas, o governo teria de acatar plenamente a lista de nomeações do partido.

    O que, diríamos, não seria nada aconselhável. Por outro lado, Dilma foi eleita numa aliança com o PMDB. Queira ou não, o partido de Temer é seu principal aliado e dele depende dentro do Congresso.

    Portanto, não atender a todo e qualquer pedido dos peemedebistas é uma virtude. Escantear, porém, o partido é um erro. Enquanto não se vive uma crise, enquanto não se enxerga uma derrota pela frente no Congresso, tudo bem. Mas quando o cenário se torna nada amigável, impossível viver sem seu principal aliado a seu lado.

    Em outras palavras, Dilma e sua equipe caíram na real. Chamaram o velho PMDB para ajudar na administração da crise.

    Por falar em crise, a avaliação de assessores da presidente Dilma é que o cenário começa a ficar favorável ao ministro Palocci e que, tudo indica, ele vai sobreviver no cargo.

    Não será, porém, o mesmo. Não terá o mesmo poder do início do governo. Sairá arranhado do episódio do salto de seu patrimônio por conta dos serviços de sua consultoria. A partir de agora, ele vai depender mais dos aliados. E não terá mais a mesma facilidade de dizer “não” aos pedidos de governistas do Congresso. Tudo isso, claro, pode mudar. Depende dos famosos “fatos novos”.

    Publicado por jagostinho @ 13:13



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.