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  • 09maio

    EFE/Dario Garzáron

    EFE

    Após os atentados de 11 de setembro em Nova York e os de 11 de março e 7 de julho em Madri e Londres, respectivamente, a opinião pública mundial tomou conhecimento da existência de um terrorismo nunca visto até então. Hoje, sua versão 2.0 avança com estratégias cada vez mais complexas.

    Depois de serem completados sete anos dos atentados em Madri, continuamos, quase a cada dia, vendo o reflexo de uma prática que remonta há vários séculos na história: o terrorismo.

    Neste novo século, após a ampla cobertura midiática registrada nos atentados de 11 de setembro em Nova York, o terror continua apresentando, seja qual for o lugar onde apareça, metas bem definidas: ferir o maior número de pessoas possível.

    O ponto de partida

    Os atentados ocorridos nos Estados Unidos em 2001 não só comoveram a opinião pública pelas dramáticas imagens e depoimentos que os rodearam por sua cobertura ao vivo em todo o mundo, mas, como afirma Francisco Llera, professor de Ciência Política da Universidade do País Basco (norte da Espanha), “significaram um antes e um depois no que se refere ao terrorismo, já que romperam o mito da invulnerabilidade da primeira potência mundial e atacaram, de forma espetacular, o coração do capitalismo mundial”.

    Alfonso Merlos, graduado em Estudos de Segurança pelo Instituto Espanhol de Estudos Estratégicos, acrescenta que “após estes eventos, os Estados tomaram consciência de que o terrorismo internacional é a maior ameaça simétrica existente para as sociedades abertas, enquanto a opinião pública foi testemunha da presença de constantes focos de violência antiocidentais e antidemocráticos”.

    “Após os atentados ocorridos em Nova York, o governo dos EUA defendeu a destruição de todos os campos de treinamento a céu aberto, o que fez com que a tipologia dos ataques evoluísse fundamentalmente por duas razões: a utilização de campos de treinamento virtuais e a aparição de terroristas isolados”, avalia Merlos.

    EFE

    Para este especialista, o resultado é que “essa perseguição, liderada pelos Estados Unidos, possibilitou a dispersão dos núcleos terroristas, o que gerou grandes transtornos com relação ao acompanhamento que pode ser feito pelos serviços de inteligência, além de ter dificultado as operações antiterroristas”.

    “Historicamente, os terroristas têm apostado na estratégia do magnicídio, ou seja, em atacar a peça mais cobiçada (líderes religiosos ou políticos), para depois derrubar o resto do sistema, já que eles têm consciência de que o terror é capaz de mudar as condutas das pessoas e, inclusive, dos governos”.

    Mas, segundo o especialista, estas organizações não ficaram alheias à evolução de uma sociedade cada vez mais midiatizada e “atualmente, os emissários do terror atacam não só a peça mais cobiçada, mas também outros elementos que possam atrair a atenção dos meios de comunicação”.

    “Cada vez mais, as organizações jihadistas (grupos mais violentos dentro do Islã) seguem o princípio de ‘máxima letalidade’, o que significa matar o maior número possível de pessoas no maior número de ocasiões”, conclui Merlos.

    A ameaça Jihadista

    Para Francisco Llera, “os terroristas mudam continuamente seus alvos em função dos limites de sua capacidade operacional, buscando sempre demonstrar sua força e sua invencibilidade mediante ações realmente espetaculares”.

    Os especialistas concordam que o jihadismo, exemplificado na organização terrorista Al Qaeda, se coloca como a principal ameaça terrorista neste século. Llera ressalta que “a importância desta organização e suas franquias encontra-se em seu impacto global e na extensão de seu campo de ação”.

    Com relação ao modo como as organizações jihadistas planejam e executam seus ataques terroristas, Merlos afirma que “seguem dois princípios: o “Kitman” e a “Taqiya”, que permitem a estes fundamentalistas violar os preceitos próprios de um bom muçulmano, como, por exemplo, a proibição do tráfico e consumo de drogas, sempre que este descumprimento servir aos interesses da jihad islâmica”.

    EFE

    As vias de financiamento deste tipo de grupo, como refletem as opiniões de ambos os especialistas, são variadas e, segundo Llera, “podem ir do tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e o narcotráfico, até à ajuda material, humana e econômica fornecida por alguns Estados cúmplices”.

    Merlos sustenta ainda que “atualmente, Irã e Síria abrigam terroristas e oferecem ajuda para que organizações como o Hisbolá (partido xiita do Líbano) e o Hamas (principal legenda islâmica palestina) possam executar suas atividades”. Além disso, acrescenta, “a importância destes Estados é tal que, sem eles, nenhuma destas organizações seria um quarto do que é agora”.

    Nos últimos anos, e após os atentados de Nova York, Madri e Londres, os países ocidentais são o alvo preferido das ameaças dos terroristas jihadistas e, segundo ambos os especialistas, estes grupos são uma verdadeira ameaça para a paz mundial. Merlos vai além ao afirmar que “no momento em que estes grupos tiverem acesso a armamento nuclear, biológico ou químico se transformarão em uma grande ameaça para o mundo”.

    “Infelizmente continuaremos tendo terrorismo já que os alvos de suas ações estão bem marcados: autoridades que fazem frente a estes indivíduos armados, povoações que não estão em sua órbita (cristãos, hindus) e centros de poder, fundamentalmente ocidentais”, conclui Llera.

    Publicado por jagostinho @ 15:34



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