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  • 01maio

    Associated Press

    O papa Bento XVI beatificou o papa João Paulo II, diante de uma multidão superior a um milhão de fiéis, na Praça São Pedro, colocando o antigo pontífice mais perto da santificação.

    Em latin, Bento declarou João Paulo “abençoado”, antes do início da missa, realizada em um dia ensolarado e em meio a um mar de bandeiras polonesas, uma cena semelhante àquela do funeral de João Paulo, em 2005, quando 3 milhões de pessoas homenagearam o papa.

    Bento XVI, então, recebeu um relicário de prata contendo uma ampola de sangue que havia sido retirado de João Paulo, durante sua hospitalização.

    O relicário, uma característica central de cerimônias de beatificação, estará disponível para que os fiéis a venerem.

    O objeto foi apresentado ao papa pela irmã, Tobiana, a freira polonesa que cuidou de João Paulo ao longo do pontificado, e a irmã Marie Simone-Pierre, da França, cuja recuperação inexplicável da síndrome de Parkinson foi declarada milagre.

    Estima-se que 16 chefes de Estado, sete primeiros-ministros e cinco membros de casas reais europeias  participaram da celebração.

    Entre os presentes estavam o príncipe Felipe e a princesa Letizia, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, o polonês ativista de direitos humanos e ex-presidente Lech Walesa e o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, que ignorou uma proibição de viajar para a União Europeia para participar do evento.

    A beatificação, a mais rápida da era moderna, é um estímulo moral para uma igreja afligida pela crise de abuso sexual, mas também desperta uma nova onda de hostilidade das vítimas, uma vez que os escândalos ocorreram nos 27 anos de pontificado de João Paulo.

    Bento XVI dispensou o tradicional período de espera de cinco anos e permitiu que o processo de beatificação se iniciasse semanas depois do falecimento de João Paulo, em 2 de abril, de 2005.

    O papa estava respondendo aos pedidos de ‘santificação imediata’ que surgiram durante o funeral de João Paulo.

    A beatificação ocorre apesar das críticas sobre a velocidade do processo e protestos sobre o abuso clerical: muitos dos crimes acobertados de violência sexual contra crianças ocorreram durante o pontificado de João Paulo.

    Os oficiais do Vaticano avaliam que João Paulo merece a beatificação apesar os escândalos, argumentando que o processo para uma santificação não é um julgamento sobre como ele administrou a igreja, mas a uma vida de virtude cristã.

    Grupos de vítimas afirmam que a velocidade da beatificação foi como “passar mais sal nas feridas” das vítimas.

    Publicado por jagostinho @ 19:08



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • MÍRIAM Disse:

    O TEXTO DIZ TUDO. MESMO ANTE TANTAS CRÍTICAS FUNDAMENTADAS, ELE DESPERTAVA CARINHO E CARISMA.
    ACREDITO QUE A DOENÇA O CONSUMIA DIA A DIA O QUE O TORNAVA MEIO ALHEIO AOS ESCÂNDALOS QUE CORRIAM PELOS CORREDORES DO VATICANO.

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