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  • 31jan

    Folha.com/Poder

    A presidente Dilma Rousseff afirmou a jornais argentinos que nada pode garantir que não haverá uma desvalorização do real.

    “Por isso, os organismos multilaterais são tão importantes para discutir esta questão: é imprescindível que haja uma responsabilidade dos países desenvolvidos nesta questão”, disse a presidente, que visita hoje a Argentina na sua primeira viagem internacional.

    Dilma foi questionada sobre o temor do país vizinha de uma eventual desvalorização do real.

    “Nos últimos tempos temos conseguido manter o dólar dentro da margem de flutuação. Ou seja, não temos um derretimento como se diz por aí.”

    Segundo a presidente, todos os países emergentes sofrem as conseqüências da política de desvalorização das grandes economias.

    “Nossa posição no G20 deve ser de reagir a essa política de desvalorização que sempre levou o mundo a situações complicadas”, afirmou a presidente para jornalistas do “Clarín”, “La Nacíon” e “Página 12”.

    Ela ainda defendeu o comprimento dos contratos. “No governo anterior ao que participei, nós tínhamos contratos com os quais discordávamos, mas os temos mantido porque isso implica em respeitar a institucionalidade do país. Muitos desses contratos vencem e poderemos mudar, é o método mais eficaz.”

    RELAÇÃO ESTRATÉGICA

    A presidente também defendeu uma relação estratégica com a Argentina. Para ela, esse relacionamento deve ser no sentido de fortalecer a Unasul e o Mercosul.

    Na viagem de um dia, Dilma vai assinar com a presidente argentina Cristina Kirchner um projeto conjunto para a construção de dois reatores de pesquisa nuclear.

    “Com a Argentina queremos uma sociedade na área de tecnologia e inovação, uma sociedade no uso da tecnologia nuclear para fins pacíficos.”

    Sobre as tensões entre o Brasil e os Estados Unidos por conta da questão iraniana, Dilma indicou que o caso é página virada.

    “Tivemos uma boa experiência nos últimos anos [com os EUA] e também tivemos diferenças de opinião. Mas, o que importa é perceber que esta é uma sociedade que tem um horizonte de desenvolvimento muito grande”, disse.

    Ela voltou a dizer que não fará concessões sobre os direitos humanos.

    Mesmo criticando a condenação de Sakineh Mohammadi Ashtiani por apedrejamento, Dilma lembrou, porém, que os Estados Unidos também tiveram problemas com os direitos humanos com os casos de Abu Ghraib e Guantánamo.

    “Muitas vezes, se utilizam os direitos humanos não para nos protegermos, mas para fazer política, para usá-los como instrumento político.”

    Na agenda da presidente está marcado um encontro com as mães Praça de Maio, mulheres que perderam os filhos e netos na ditadura argentina das décadas de 1960 e 1970.

    Publicado por jagostinho @ 09:03



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