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  • 18jan

    Fonte:- Corpo e Saúde/MSN Brasil

    O estresse ainda não é oficialmente considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Mas, em função de cerca de 90% da população do planeta sofrer do mal, a entidade já alertou para uma epidemia global.

    Hoje em dia, o estresse é visto, pela maior parte da comunidade médica tradicional, como um conjunto de sintomas físicos e emocionais que pode levar a outras patologias.

    A lista de problemas de saúde que podem surgir em função do estresse é imensa. Alguns deles são alergias, transtorno de pânico, infecções causadas por baixa imunidade, depressão, asma, bronquite, contração muscular crônica, enxaqueca, gastrite, obesidade e alguns tipos de câncer.

    Mas o estresse só traz essas complicações quando é excessivo. O médico e acupunturista Ruy Tanigawa explica que um pouco de estresse sempre fez parte da vida dos seres humanos.

    Para o homem das cavernas, ajudava na defesa. Diante de uma situação de perigo, o estresse estimulava o organismo a produzir certas substâncias, como a adrenalina e o cortisol, capazes de fazer os músculos se fortalecerem, o que permitia que o indivíduo lutasse ou fugisse.

    O problema é que, atualmente, as situações de estresse são mais constantes e os processos fisiológicos do organismo humano ainda funcionam de forma bastante semelhante aos de nossos antepassados.

    Por isso, a produção de cortisol acaba sendo muito maior que a necessária, o que causa distúrbios.

    A psicóloga Fátima Bitencourt diz que para ser saudável, uma pessoa precisa ter uma situação de estresse seguida por uma de relaxamento, mas, “no mundo em que vivemos , relaxamos cada vez menos e nos estressamos cada vez mais”, diz.

    Na área da saúde, o termo estresse foi utilizado pioneiramente pelo médico endocrinologista canadense Hans Selye em 1936, na revista Nature.

    Ele aplicou a palavra para definir um conjunto de sintomas, como pressão alta, fadiga, desânimo e falta de apetite, que havia observado em diversos pacientes. Em 1950, Selye foi reconhecido como “o pai do estresse”.

    Hoje, no Brasil, uma das grandes referências em estresse é a psicóloga Marilda Lipp, fundadora do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

    Segundo sua definição, o estresse é “um estado de tensão mental e física que produz um desequilíbrio no funcionamento global do ser humano e enfraquece seu sistema imunológico, deixando-o sujeito a infecções e doenças”.

    Publicado por jagostinho @ 16:22



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