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  • 18jan

    Fonte:- Coluna de Valdo Cruz/Folha.com

    Aos poucos, a presidente Dilma Rousseff vai sinalizando como será sua administração.

    Não deseja gastar seu capital com temas que, avalia, exijam um elevado custo político e demandem uma energia monstruosa para aprovar. Elenca nessa lista a reforma da Previdência.

    Pragmática, prefere tocar a reforma tributária. Não uma reforma em bloco, mas fatiada. Para tornar mais fácil aprovar projetos que considera prioritários.

    A decisão da presidente não deve agradar nem um pouco os especialistas da área previdenciária.

    Praticamente todos recomendam uma reforma no setor para evitar um desequilíbrio nas contas que bancam o pagamento dos aposentados.

    Dilma, porém, avalia que o assunto é polêmico o suficiente que deve elevar, e muito, o custo político de sua aprovação.

    Ou seja, tudo indica que a presidente petista não quer ter uma dependência tão elevada do Congresso.

    E avalia que, se é para comprar brigas no Legislativo, que seja para enfrentar os temas que considera essenciais para tocar o seu projeto.


    Que envolve aumentar e acelerar os investimentos públicos e privados no país.

    Daí que, em sua avaliação, torna-se prioritário aprovar alguns projetos pontuais que possam aumentar a competitividade e a produtividade dos setores privado e público brasileiro.

    Por isso já reuniu sua equipe, no início de seu governo, para analisar os projetos de reforma tributária que encaminhará ao Congresso.

    E pretende enviá-los logo em fevereiro.

    Na lista está a desoneração da folha de pagamento. Também vai propor cortar impostos de investimentos.

    E tentará unificar a legislação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

    São medidas que considera fundamentais para dar ao empresariado nacional melhores condições para competir com seus concorrentes externos e expandir sua produção.

    Ainda no campo da análise dos custos políticos a enfrentar, Dilma está decidida a mudar, até onde for possível, o padrão das indicações políticas para as estatais e autarquias federais.

    Sabe que compra uma briga política com seus aliados. Sabe também que tem certos limites a serem observados.

    Na medida necessária para evitar uma rebelião dentro do Congresso, como a que o PMDB chegou a ensaiar.

    Mas ela quer mudar o perfil das nomeações. Espera colocar nas principais estatais nomes técnicos.

    Podem até ser ligados e indicados por políticos, mas que preencham muito mais as qualificações que ela considera fundamentais para que as empresas públicas participem de seu projeto de governo.

    No setor elétrico, por exemplo, quer mudar o perfil do sistema Eletrobras. Deseja que a estatal trabalhe dentro do modelo de governança adotado pela Petrobras.

    Não quer deixar que suas subsidiárias trabalhem com autonomia, como vira e mexe acontece.

    Seguindo muito mais os interesses dos grupos políticos que indicam seus presidentes, e não o do sistema como um todo.

    Vai dar certo? A base aliada vai topar? Perguntas que serão respondidas ao longo do seu governo.

    Dilma, porém, parece realmente disposta a dar uma mexida nesse mundo do fisiologismo.

    O ideal, sinceramente, seria banir totalmente a relação entre o mundo político e o setor estatal. Isso, contudo, está fora da realidade política do momento.

    Nesse cenário, o estilo Dilma pode representar um avanço.

    Um estilo que, dando certo, será fundamental diante do modelo que a presidente vai adotar em sua administração.

    Afinal, ela já deixou claro, bem antes de virar presidente, que defende um Estado forte, indutor do crescimento da economia brasileira.

    Nesse caso, um Estado forte dominado completamente pelo mundo da fisiologia seria um atraso.

    A conferir.

    Publicado por jagostinho @ 13:03



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