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  • 12jan

    Fonte:- MSN/Estadão

    A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio investiga pelo menos dois assassinatos que seriam represálias do tráfico de drogas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona norte do Rio, mesmo após a ocupação do conjunto de favelas pela Força de Pacificação, composta por paraquedistas do Exército e por policiais militares.

    Documentos confidenciais do Centro de Inteligência do Exército (CIE) também apontam que o tráfico de drogas voltou ao Complexo do Alemão.

    A forma de atuação dos traficantes mudou, mas na Favela da Galinha um relatório aponta que homens armados mantêm uma boca de fumo itinerante.

    Para evitar prisões, o tráfico conta com alguns mototaxistas, que trabalham como olheiros.

    O documento do Exército aponta que em algumas bocas o usuário tem de dizer a senha (‘onde estão os amigos?’) para comprar entorpecentes.

    As mortes dos dois moradores, um baleado e outro a pauladas, na Vila Cruzeiro também estão sendo investigadas pela polícia.

    ‘A parte baixa está ótima, mas na parte alta da favela alguns moradores contaram que houve cobrança do tráfico’, disse um morador da Vila Cruzeiro (veja mais ao lado).

    Os relatórios do Exército mostram que o tráfico voltou em várias localidades do conjunto de favelas.

    Um informe aponta que uma boca de fumo funciona atrás do depósito de uma loja na localidade conhecida como Skol, na Favela da Fazendinha.

    Na mesma favela, nas localidades conhecidas como ‘Casinhas’ e ‘Campo do Seu Zé’, os traficantes também instalaram bocas de fumo.

    Recentemente, outro informe apontava que homens em um Corolla monitoravam o posicionamento dos homens do Exército.

    Uma preocupação do Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista é com o ânimo da tropa.

    Alguns soldados estão trabalhando há 40 dias na ocupação do Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro.

    As instalações para as tropas também estão precárias.

    Na melhor delas, instalada em uma sala da estação do teleférico no Morro do Adeus, a base se resume a vários colchões espalhados no chão e cópias de fotos de traficantes do Complexo do Alemão procurados pela polícia coladas nas paredes.

    Não há local próprio para refeições e apenas garrafas de água estão à disposição dos militares.

    Publicado por jagostinho @ 08:33



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