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  • 18dez

    Fonte:- O Estado de São Paulo

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificou uma tentativa bilionária de golpe no Banco do Brasil.

    Com base em documentos falsificados, uma quadrilha interestadual conseguiu que o Judiciário do Pará, com rapidez incomum, bloqueasse R$ 2,3 bilhões da instituição financeira.

    Autorizado o bloqueio, o passo seguinte seria o depósito da soma na conta dos golpistas.

    Na noite de quinta-feira, a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, suspendeu o bloqueio do dinheiro e determinou a abertura de uma investigação no CNJ contra duas magistradas que autorizaram a operação.

    “Há indícios de utilização da magistratura paraense para a prática de golpes bancários”, disse Eliana.

    “Não se sabe se a magistrada agiu em prol da quadrilha. Talvez tenha agido por ingenuidade ou desconhecimento. O que se sabe é que é uma quadrilha que forja documentos”.

    Há ainda um agravante. De acordo com informações do CNJ, o processo desapareceu.

    Para conseguir a indisponibilidade do dinheiro do BB, Francisco Nunes Pereira teria apresentado documentos falsos alegando que tinha direito aos recursos por usucapião.

    Sustentou que a quantia fora depositada em sua conta por um desconhecido e que lá teria ficado por mais de cinco anos. O banco afirma que os recursos nunca existiram.

    Segundo a corregedora, a prudência judicial recomenda que em casos envolvendo tanto dinheiro seja ouvida a outra parte antes de tomada uma decisão que resulte em “vultosos prejuízos” para o banco e para seus milhares de acionistas.

    Conforme Eliana, a juíza da 5.ª Vara Cível de Belém, Vera Araújo de Souza, que determinou o bloqueio dos recursos do Banco do Brasil, teria declarado “haver sofrido pressão de cima, não esclarecendo de quem e relativamente a que, especificamente”.

    A reportagem tentou entrevistar a juíza por telefone, mas não obteve sucesso.

    Em seu despacho, Eliana citou um laudo assinado pelo perito criminal José Cândido Neto segundo o qual existiam “inúmeras falhas na documentação” e ressaltou a rapidez com que a decisão foi tomada.

    O bloqueio foi determinado em cinco dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



    Publicado por jagostinho @ 14:18



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