Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 02dez

    FONTE: FOLHA.COM

    O marqueteiro responsável pela campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT),

    Santana:"voto em Marina foi "castigo carinhoso"

    João Santana, afirmou na noite desta quarta-feira em palestra em Salvador que a campanha do rival José Serra (PSDB) abordou de maneira “hipócrita, sórdida e absurda” a participação da petista na luta armada durante o regime militar.

    Segundo Santana, Dilma se favoreceu na campanha nesse aspecto porque a luta armada representa no país “um quê de ato heroico e de coragem”.

    Ele criticou ainda a “campanha filha da puta da direita” na internet que tentou relacionar Dilma à legalização do aborto e à “blasfêmia aliada à soberba”, ao atribuir falsamente à petista uma declaração de que nem Deus tiraria a vitória dela.

    Realizada num bar de Salvador, a palestra começou por volta das 22h30 (horário de Brasília) e reuniu quase cem pessoas do mercado publicitário ao longo de uma hora e meia.

    Parte da palestra foi baseada em uma pesquisa feita em agosto do ano passado. Segundo ele, os preceitos básicos captados por ela se mantiveram durante toda a eleição.

    Nessa época, a imagem de Dilma era “fortemente relacionada” ao câncer linfático e à participação na luta armada no período do regime militar.

    A maior preocupação da campanha petista nessa época era tentar desvincular a imagem de Serra à continuidade do governo Lula.

    “Por muito pouco esse desejo de continuidade poderia ter passado ao Serra. Se ele tivesse dado mais atenção a isso, as coisas poderiam ter sido diferentes”, afirmou.

    Para o marqueteiro, os dois grandes erros de Serra foram o de não conseguir consolidar o discurso de continuidade e de “tentar se misturar biograficamente com Lula” durante a campanha.

    Santana falou também que o escândalo envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra, que sucedeu Dilma na Casa Civil, afetou a estratégia da campanha de fortalecer a imagem da pasta.

    “A gente reforçou até de forma exagerada, confesso, a importância da Casa Civil. Daí veio o caso Erenice e tudo foi afetado”, disse.

    Para ele, o governo federal foi “pouco ágil” para dar respostas à sociedade sobre o caso. Guerra deixou o governo em setembro deste ano após ser acusada de participação num esquema de lobby dentro do ministério.

    Sobre o segundo turno, o marqueteiro disse que o voto na candidata à Presidência Marina Silva (PV) foi uma espécie de “castigo carinhoso” do eleitorado para adiar a escolha do presidente.

    Campanha

    Durante a palestra, ele falou sobre as estratégias de campanha baseadas em pesquisas e estudos e chegou a dizer que a figura do marqueteiro é um “dinossauro em extinção”, que deve ser substituído no futuro por um grupo de especialistas.

    Santana relatou também que defendeu o uso do termo presidenta, em vez de presidente, durante a campanha. Mas ele desistiu da estratégia “contra a própria vontade” para não provocar “marola” na campanha da petista.

    As duas formas são corretas, mas a Folha adotou o termo presidente como padrão.

    Ele relatou ainda que enfrentou resistências internas de feministas por causa da estratégia de construir a imagem de Dilma em torno da figura materna.

    Santana cometeu um ato falho, ao trocar “mãe guerreira” por “mãe guerrilheira”, e arrancou risos da plateia.



    Publicado por jagostinho @ 09:48



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

2 Respostas

WP_Cloudy

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.