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  • 22set

    Aproveito a solidão e a quietude desta madrugada de quarta-feira para reflexões que me sinto impelido a dividir com meus leitores.

    Já vou dizendo que não tenho vocação para vítima. Explicando melhor, para quem não sabe, fui surpreendido por uma notificação do TRE, determinando, por liminar, que retirasse, imediatamente, uma matéria, que houvera escrito neste 20 de setembro.

    O autor deste pedido foi o departamento jurídico do candidato Beto Richa. Aliás, pela cópia da ação que recebi, observei que há um batalhão de advogados trabalhando na campanha do tucano.

    A impressão que tenho é que não é uma eleição que ele disputa, e sim uma batalha jurídica. Nada contra.

    Mas, confesso que a decepção que senti foi porque entrei nas lides políticas conduzido pelas mãos generosas daquele que considero o maior governador que o Paraná teve, José Richa.

    José Richa combateu, corajosamente, uma ditadura militar. Eu, estudante de engenharia química, nos anos mais duros desta mesma ditadura, 67 a 71, à minha maneira, ou seja, jogando bolinhas de gude no asfalto para desequilibrar os cavalariços que investiam contra o povo, nas históricas manifestações de protesto da época, tentei fazer a minha parte.

    Eu sei o que é uma restrição e cerceamento da liberdade de expressão. Eu tive amigos da universidade que nunca mais vimos. Vivos-mortos até hoje. Conheço pais que choram por não poder enterrar os corpos de seus filhos.

    E vejam a ironia. O filho de José Richa está tentando amordaçar-me. Mas não me vergarei. Eu sei o preço da liberdade de expressão. Ele não sabe. Viveu a boa vida de liberdade, que a minha geração e a de seu pai, ajudamos a construir.

    Não me interessam as firulas que seus advogados vão usar para tentar a mordaça definitiva. Não me vergarei. Eles estão no seu trabalho.

    Mas o Beto, um dos filhos de José Richa, não tinha o direito, em memória de seu pai, de ter este tipo de atitude comigo e com ninguém. Pode até alegar que não sabia.

    Aliás, ele é mestre em fazer ar de paisagem em sua efêmera trajetória política. Mas ele sabe os laços que eu tinha com seu pai. Sabe, por que testemunhou.

    Não estou fazendo chantagem emocional. Nem preciso. Por que tenho a firmeza suficiente para enfrentar este tipo de agressão.

    Falo isso, também, por outros que foram censurados por Beto que, com este tipo de comportamento, ousa imaginar que pode ser governador deste Estado.

    Apenas, lamento que o filho de um homem que dignificou a classe política do Paraná, esteja querendo ser o tutor dos pensamentos, ideias e opiniões das pessoas.

    Quer ser o dono da verdade. Não chegará a lugar nenhum. É uma bolha que vai sumir. Uma pena.

    Podia ter só um pouquinho da sensibilidade e do espírito democrático que inundava o seu saudosíssimo pai, José Richa. Tudo seria diferente, com certeza.

    Concluindo, quero agradecer um turbilhão de solidariedade que invadiu meu computador e congestionou meu celular. Isto é que vale. O resto é resto.

    Se não me verguei em tantas situações difíceis que a vida me ofereceu, não será esta réstia rançosa de mordaça que me calará.

    E já que tanto falei de José Richa, assistam esta preciosidade:



    Publicado por jagostinho @ 05:01



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