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  • 13set

    COLUNA DO CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    A coerência dos dados de duas pesquisas feitas quase simultaneamente reforça a percepção de que elas retratam quadros talvez muito próximos da realidade.

    Primeiro, na quinta-feira, o Ibope/RPC* apurou que, no intervalo de 15 dias entre duas rodadas do instituto, o candidato tucano Beto Richa perdeu 3 pontos (de 50% para 47%); e que o pedetista Osmar Dias subiu 4 (de 34% para 38%) no mesmo período.

    A distância entre ambos caiu, portanto, sete pontos porcentuais.

    No dia seguinte, sexta-feira, o Datafolha/RPC** mostrou situação semelhante na comparação entre suas duas últimas rodadas:

    Beto caiu 3 (de 47% para 44%) e Osmar subiu 4 (34% para 38%). A diferença, que era de 13 pontos há duas semanas, passou para seis.

    A conjunção das duas pesquisas – conforme já foi assinalado neste espaço na última sexta-feira – parece confirmar a mudança dos ventos eleitorais no Paraná.
    Se antes eles enfunavam as velas da nau de Beto Richa, agora favorecem a navegação de Osmar.

    Se os ventos não mudarem de rumo e se, até o dia 3 de outubro, sua velocidade for estável, já há data marcada para um ultrapassar o outro. E também já há cálculos que antecipam o resultado final.
    A coluna submeteu os cadernos referentes às três rodadas de pesquisa feitas pelo Ibope/RPC desde julho (um total de 150 páginas de tabelas e gráficos) a um professor das áreas de matemática e estatística da Universidade Federal do Paraná.

    Apolítico e avesso à ideia de ter seu nome vinculado à disputa eleitoral, concordou em realizar o estudo pedido pela coluna sob a condição de ser mantido anônimo.

    Antes, fez algumas ressalvas: seu trabalho consideraria os nú­­meros dados pelo Ibope, mas se estes contivessem distorções, fatalmente os resultados a que chegaria refletiriam igualmente tais distorções.

    Logo, não se responsabilizaria pelo acerto ou equívoco dos seus cálculos.

    Na noite da última sexta-feira, o professor entregou o resultado de seu trabalho – três folhas de papel A4 nas quais

    • Admite, por não poder contraditar, a hipótese de que os índices aferidos pelo Ibope são confiáveis.

    • Explica ter desprezado as margens de erro (3% para mais ou para menos) para não gerar intermináveis variações nos cálculos.

    • Condiciona suas projeções à manutenção das atuais circunstâncias político-eleitorais – isto é, não pode prever mudanças provocadas por eventuais fatos novos que venham a ocorrer na campanha até o dia 3 de outubro.

    Feitas todas essas ressalvas, após outras notas metodológicas e analíticas, o professor tece as considerações finais. As mais importantes e objetivas são:

    • Se as velocidades de crescimento da candidatura de Osmar e de queda de Beto Richa se mantiverem constantes, os dois candidatos já estarão matematicamente empatados no próximo dia 24.

    • E, mantidos estáveis os mesmos fatores, nas urnas do dia 3 de outubro o resultado seria 53% para Osmar e 47% para Beto nos votos válidos.

    A coluna faz a mesma advertência do autor das contas: também não tem como se responsabilizar com este mero e curioso exercício de futurologia. Deixemos para conferir depois.

    (*) O Ibope realizou 1.512 entrevistas entre 6 e 8 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos. Registro no TRE-PR com o número 21.413/2010.

    (**) O Datafolha ouviu 1.229 pessoas nos dias 8 e 9 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos. Registro no TRE-PR n.º 21.185/2010.

    Olho vivo

    Curitiba foi a cidade que mais influenciou na variação dos resultados do Ibope de uma rodada para a outra. Em 26 de agosto, Beto aparecia com 51% dos votos e Osmar Dias com 12%. Em 9 de setembro, o ex-prefeito caiu para 45% e o senador subiu para 19%. Como o peso do eleitorado da capital é o maior do estado (1,1 milhão de eleitores ou 17% do total estadual), perdas ou ganhos na cidade têm muito peso no cômputo final.

    Senado 1

    Pelo caminhar da carruagem, a petista Gleisi Hoffmann será mais votada do que Roberto Requião na corrida para o Senado. Ambos estão sendo beneficiados principalmente pelo efeito Lula/Dilma – mais Gleisi do que Requião. Já o tucano Gustavo Fruet enfrenta uma dificuldade: entre os entrevistados pelo Ibope que se declararam eleitores de Beto Richa, a maioria dá preferência para os candidatos a senador da chapa adversária (Requião e Gleisi empatados em 46%) e menos em Gustavo (33%). Sintoma de que os curitibanos não “colaram” sua candidatura com a de Beto, o que poderia favorecer o crescimento dele.

    Senado 2

    27% ainda não se decidiram por nenhum dos dois candidatos em que podem votar para o Senado. Outros 26% citaram apenas um candidato. É nesta enormidade de eleitores que acalenta as esperanças de Gustavo.


    Publicado por jagostinho @ 11:03



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3 Respostas

WP_Cloudy
  • Vanessa Disse:

    É a Gazeta do Povo fazendo cumprir seu acordo milionário com o Governo Federal / PT para dar conta das Propagandas e Muitas Verbas Publicitárias de Empresas Públicas, “uma verdadeira imprensa independente” que sempre elogiou muito o Requião!!!!!!

  • Norte Pioneirense Disse:

    Tomara que isso se confirme.

  • Ivana Disse:

    Que bobagem dessa Vanessa. Desde quando o requião deu verbas para A GAZETA DO POVO. SE LIGA , MANÉ! A virada está clara no semblante do povo. Curitiba e RMC acordaram e agora o beto foi pro saco. Estava metido demais. Danou-se. Escafedeu-se

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