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  • 05set

    CARTA CAPITAL

    Boa parte do sigilo dos contribuintes da Receita Federal passeia em DVDs pelo centro de São Paulo.

    Na Rua São Bento, entre os prédios do Banco do Brasil e da BM&F, o interessado não demora mais do que cinco minutos para colocar as mãos em milhões de registros sigilosos.

    Diversos vendedores de DVDs piratas – filmes, jogos de videogame e programas de computador – ficam pelos cantos, com os olhos sempre atentos ao menor movimento da Guarda Civil Metropolitana com seu temido “rapa”.

    Qualquer um deles pode informar na hora: temos e custa 100 reais. Referem-se ao DVD que chamam “RF” – de Receita Federal. Nenhum dos CDs e DVDs fica, realmente, em exposição.

    Para reduzir os prejuízos com apreensões, os ambulantes exibem apenas pedaços de plástico ou papelão com algumas das capas.

    Feita a encomenda, um dos “funcionários de apoio” vai a um prédio nas imediações para buscar o produto.

    Talvez conforte saber que seus dados pessoais cadastrados na Receita não ficam expostos ao lado de um DVD de Fifa Soccer, mas o conforto para por aí.

    Ao preço de 100 reais, pergunta-se ao vendedor quais são os dados contidos no DVD.

    Nome, telefone, CPF e endereço completo de cerca de 50 milhões de pessoas.

    Tudo dividido por estado, em arquivos de Access, programa que faz parte do pacote Office, da Microsoft.

    Até nisso, monopólio para as ferramentas criadas por Bill Gates. O rapaz demora dois minutos para buscar o dito produto.

    Eternidade para o vendedor, que muda de lugar três vezes neste curto tempo, driblando a polícia.

    “A viatura tá subindo ou descendo?”, pergunta um outro pirata mais abaixo na rua. “Descendo”, responde o vendedor, nervoso.

    O carro da Guarda Civil vira antes de chegar ao local, imediatamente antes da chegada do “RF”. DVD na mão, dinheiro entregue, e se não funcionar?

    O vendedor pede uma caneta, anota o próprio nome e dois números de telefone celular em um pedaço de papel.

    “Se precisar de mais coisa, Junta Comercial, essas coisas, é só ligar”.

    Os CDs e DVDs com informações sigilosas são vendidos, também, em outros locais tradicionais de pirataria em São Paulo, como a Rua Santa Ifigênia.

    Em tempo: não houve necessidade de procuração, ao menos para estes dados mais simples.

    O DVD comprado pela reportagem não foi copiado, nenhum dos dados foi gravado ou utilizado para qualquer fim e a mídia será entregue às autoridades competentes.

    Publicado por jagostinho @ 15:33



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2 Respostas

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  • Marmelo Disse:

    Será que o nome da filha do Serra está nessa pilha de lixo da foto? KKKKKK

  • TERTULIANO Disse:

    A turma do serra que não fale nada pois esta esculhambação já vem do tempo do FHC.A receita federal sempre foi uma merda.

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