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  • 29ago

    Coluna DE PARIS/Antonio Ribeiro/Veja.com

    SMILE

    Enquanto o Brasil não sabe ainda onde e de que jeito vai receber os visitantes dos Jogos Olímpicos Rio-2016, a preocupação para Londres-2012, onde espera-se mais de um milhão de pessoas, está longe de ser a infra-estrutura.

    Ela é mesmo surpreendente para um país considerado reino do civismo, do respeito a outrem e inventor do fair-play.

    Em novembro, será lançada a Campanha Nacional pela Cortesia, na qual os ingleses terão lições de boas maneiras. Seu idealizador é um lorde septuagenário, Peter G. Foot.

    Diz ele, com distintivo sotaque britânico: “Nossa conduta é pior do que era antes, temos que melhorar nossos modos se quisermos que os visitantes levem uma boa impressão deste país.”

    Embora os corretivos de conduta exijam menos ajustes e mais aditivos, a iniciativa lembra a campanha que o governo chinês lançou antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, quando a população foi convidada a romper certos hábitos tradicionais, como por exemplo: não cuspir no chão e não abrir espaços a cotoveladas para ganhar assento em transporte coletivo.

    Lorde Foot deseja, em primeiro lugar, ver seus compatriotas sorrindo para o estrangeiro, dizendo mais amiúde, por favor e obrigado. A campanha será divulgada na TV, rádio e contará com a ajuda de 900 voluntários.

    A julgar pelo espírito de engajamento dos ingleses, a chance de dar certo é grande. Antes da próspera Era Victoriana (1837 a 1901), onde os principais padrões de boas maneiras foram implantados com rigor na ilha, não se pode dizer que o Reino Unido era um país educado, no senso moderno do termo.

    Quem obtiver desempenho exemplar, receberá certificados de “bom comportamento”. Pode parecer prosaico, mas este tipo de recompensa ainda tem valor na Inglaterra. Os comerciantes, por exemplo, o transformam em forte argumento comercial.

    Em março passado, Londres foi declarada a “cidade menos gentil do Reino Unido”, segundo estudo feito pelo grupo hoteleiro Jurys Inn.

    Para uma capital que arrecada 20 bilhões de dólares por ano com turismo, a fama não é boa. Ainda que não tão ruim quando se assiste à luz do dia, o crime organizado ocupar um dos principais hotéis da cidade, como foi o caso do Intercontinental, no Rio.

    “Gostaria que os visitantes que desembarcarem do avião recebessem calorosas boas-vindas. Igualmente nos táxis, nas lojas, nos restaurantes, pubs”, diz Lorde Foot.

    O lorde reclama que na Inglaterra de hoje, clientes arriscam entrar em lojas e serem solenemente ignorados enquanto os funcionários continuam conversando sobre o programa da noite anterior.

    A VisitBritain, agência britânica de turismo, entrou na onda de Sir Foot. Ela acaba de lançar um guia, desta vez, para evitar mancadas com os estangeiros. Entre alguns conselhos estão:

    – Nunca chame um americano de canadense.

    – Não faça perguntas pessoais a um brasileiro.

    – Não se ofenda com o humor argentino, que possa mencionar sua roupa ou seu peso.

    – Não pisque o olho para alguém de Hong Kong.

    – Ao conhecer um mexicano, é melhor não falar de pobreza, de imigrantes ilegais, terremotos ou da guerra de 1845-46 com os Estados Unidos.

    – Não pergunte se um turista dos Emirados quer ovos com bacon.

    A precupação tem fundamento. Mesmo o prefeito de Londres, Boris Johnson, inadvertidamente, protagonizou gafe na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim quando empunhou com uma mão só a Tocha Olímpica.

    Um desrespeito, segundo os patrões locais. Na China, até cartão de visita entrega-se com as duas mãos. A imagem de Dunga cumprimentando o mandarim de plantão com a outra mão no bolso nem se tivesse ganho a Copa iria ao ar em TV de sindicato, embora lá não tenha.

    Publicado por jagostinho @ 10:06



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