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  • 26ago

    PORTAL RPC/CAIXA ZERO/ROGÉRIO GALINDO

    O mandato vai chegando ao fim e o presidente Lula finalmente escorregou ao falar sobre um possível terceiro mandato. Havia se comportado muito bem sobre o tema até aqui. Mesmo quando gente do próprio PT insistiu para que ele tentasse mudar a Constituição, Lula resistiu.

    Agora, à beira da data de passar a faixa adiante, disse que se arrepende. Num evento com militares, afirmou que poderia ter mandado “uma emendinha” ao Congresso para ficar uns anos a mais.

    Das duas, uma. Ou Lula está falando sério, e pensou mesmo em prolongar seu mandato. Ou quer mostrar à oposição que não fez como Fernando Henrique, que se permitiu o luxo da reeleição, mudando a Constituição em meio ao próprio mandato.

    De qualquer jeito, é difícil saber se Lula conseguiria a aprovação da sua “emendinha”. Reinaldo Azevedo, que se tornou uma espécie de Carlos Lacerda do século 21, foi o primeiro a gritar que Lula está mentindo.

    “A ‘emendinha’ a que ele se refere é uma emenda constitucional, que altera a Carta. Para ser aprovada, teria de contar com a aquiescência de três quintos da Câmara (308 deputados) e três quintos do Senado (49 senadores), em duas votações em cada Casa.

    Lula nunca teve esse número no Senado para aprovar essa emenda, e ele sabe disso muito bem.”

    No entanto, Fernando Henrique conseguiu a emenda sem ter esse número. E com muito menos popularidade…

    De qualquer jeito, o fato a ser comemorado é que, por um motivo ou por outro, Lula não mandou emenda alguma e vai entregar o cargo em 1.º de janeiro a quem, democraticamente, vencer a eleição.

    Diferencia-se assim de uma série de colegas latino-americanos (de Hugo Chávez e Alvaro Uribe) que tentaram ou conseguiram reeleições infinitas.

    Na mais antiga e mais respeitada democracia do mundo, a norte-americana, Thomas Jefferson decidiu não ter o terceiro mandato justamente para garantir alternância de poder.

    Só Roosevelt, em função da Segunda Guerra Mundial, quebrou esse princípio.

    Não estamos em guerra, não haveria razão para ficar mudando a Constituição a toda hora.

    Se falou sério sobre o arrependimento, não devia. Acertou ao encerrar seu mandato quando manda a lei.

    Publicado por jagostinho @ 13:06



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3 Respostas

WP_Cloudy
  • Roberto Disse:

    Ele também defendeu isto quando FHC mudou a lei comprando parlamentares por 200mil cada um?

  • Rafael Disse:

    Ele bem que poderia ficar quieto e parar de se achar.
    Se fez um governo satisfatório, é mais que obrigação dele e de qualquer governante eleito para este fim. Somente este fim!

  • Pina Disse:

    Ele não tentou mudar as regras porque já sabia de antemão que não conseguiria
    mudar a Constituição, pois não tinha maioria no Senado Federal e sofreria um desgaste político no Congresso Nacional e na opinião pública, que ele não quiz arriscar, vai sair da presidencia com um altíssimo índice de popularidade e sua intenção clara e nítida é sumir por um tempo dos noticiários e duelos, e logicamente vai querer concorrer a um outro mandato após fazer seu sucessor!

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