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  • 12ago

    TRECHO DA ENTREVISTA DE PETRAGLIA AO PARANÁ ONLINE/CAHUÊ MIRANDA

    Petraglia:"o orçamento dobra"

    Paraná Online – O mercado brasileiro do futebol deve chegar a receitas de R$ 3 bilhões em 2014. Participar da Copa é uma forma de ter uma fatia maior desse crescimento?

    O valor agregado para o futebol paranaense e para o Atlético é muito difícil mensurar. Tive a oportunidade de estudar uma consultoria contratada pelo Atlético… Um negócio ridículo, primário.

    Não levaram em conta nenhuma receita e crescimento futuro. Para se ter condições de uma análise, teríamos que fazer um estudo com projeção no mínimo de 15 anos, que é o período do financiamento.

    Quando chegamos ao Atlético, em 1995, nossas receitas eram de R$ 6 milhões por ano. Hoje são R$ 60 milhões… Cresceram dez vezes. Claro que a receita não crescerá dez vezes de novo, mas no mínimo dobrará. Com um investimento de R$ 30 milhões em 15 anos.

    Sabíamos que o BNDES não financia clubes. Precisamos de alguém que tome esse financiamento e repasse ao Atlético. Quando eu disse que tinha que ir ao BNDES correndo e pegar o dinheiro, não falei que seria o Atlético. Nem que o Atlético quisesse.

    Tomar o empréstimo é uma coisa. A responsabilidade de pagá-lo é outra. O Atlético ficará responsável pela sua parte. Se for R$ 30 milhões, o Atlético pagará R$ 2 milhões por ano, em 15 anos, mais juros.

    E a prefeitura, o estado ou qualquer que seja o responsável garantirá a outra parte. Agora, não buscar o financiamento, não se preocupar em viabilizar… Isso é o que tem me deixado triste. Temos as melhores condições, a mais fácil solução, um dos mais baratos estádios, na melhor cidade brasileira e estamos perdidos por causa de tostões.

    Paraná Online – Fala-se muito que o senhor teria interesse pessoal na vinda da Copa para Curitiba. Tem negócios ligados ao Mundial?

    Petraglia – Os investimentos públicos e privados, diretos ou indiretos, nesses anos, até 2015, ultrapassarão R$ 200 bilhões. Como um empresário como eu, que tenho vários negócios, não terei interesse na Copa? Claro.

    Agora, ter interesse não quer dizer que serão negócios escusos. É só olhar o Atlético. Nós fornecemos a cobertura, as cadeiras e várias coisas das nossas empresas a preço de custo. Que negócio é esse?

    Aqui, dentro do Atlético, é de paixão. Fora do clube, se vier o metrô amanhã para Curitiba, nossas empresas estão diretamente envolvidas nesses negócios. Seria crime que viéssemos a fornecer, se vencêssemos a concorrência?

    É uma deformação, uma maldade. Por isso me afastei. Mesmo depois de ter feito tudo o que fiz, de construir o que jamais alguém fez, não só para o Atlético, mas para qualquer clube, ainda há almas invejosas que dizem que foi interesse pessoal… É maldade de invejosos e é muito triste conviver com isso. Qualquer um que tenha negócios em Curitiba tem interesse na vinda da Copa. Nem que seja para vender pipoca na esquina ou vuvuzela no sinaleiro.

    Publicado por jagostinho @ 08:02



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