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  • 10ago

    IMPRENSA PT CURITIBA/ANA TOLEDO

    O pagamento da multa milionária da Urbs às empresas que operam o sistema foi autorizado pelo processo licitatório, que permitiu às empresas “compensar créditos” relativos a “indenizações” previstas em legislação municipal

    Foi homologada hoje (dia 9) a licitação do transporte coletivo em Curitiba. Como não havia concorrência, os consórcios Pontual, Transbus e Pioneiro foram habilitados para atuarem nos próximos 15 anos, com a possibilidade de renovação para mais dez.

    A operação total licitada foi de 302 linhas com concessão onerosa de R$ 252 milhões. Ou seja, o pagamento da multa milionária da Urbs às empresas que operam o sistema foi autorizado pelo processo licitatório, que permitiu às empresas “compensar créditos” relativos a “indenizações” previstas em legislação municipal. Esses “créditos” serviriam como pagamento pela outorga.

    Os vereadores da bancada de oposição protocolaram em março deste ano, junto ao Ministério Público, um pedido de investigação dos responsáveis pela ações que resultaram na condenação da URBS ao pagamento de multa milionária.

    “Vamos cobrar responsabilidade porque o recurso é público, quem é prejudicado com o abatimento da divida é o erário e o cidadão curitibano”, esclarece o vereador Pedro Paulo (PT). E questiona integração da região metropolitana no processo licitatório.

    De acordo a Urbs, as empresas tem como obrigação a melhoria da velocidade média operacional; melhoria do conforto; inovações tecnológicas priorizando o meio ambiente e o bem estar do usuário;capacitação de seus funcionários.

    “Nas obrigações elencadas pela Urbs encontramos uma contradição quando fala em aumento da velocidade média operacional e capacitação dos funcionários. Não há treinamento que resolva a questão de tempo para os motoristas com o congestionamento diário que convivemos em Curitiba”, questionou a vereadora Professora Josete, líder da bancada de oposição na Casa.

    Tarifa
    Segundo o presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Marcos Isfer, a tarifa não vai aumentar, o que será alterado e a composição para o valor da tarifa. A partir da efetivação da licitação, o quilometro rodado e o número de passageiros serão as bases do calculo.

    Para o presidente da ONG Sociedade Peatonal, André Caon, esta nova forma de calcular a tarifa fomenta a superlotação e a velocidade dos ônibus.

    “Com a eficiência é medida pelo número de passageiros atendido pelo sistema entramos na lógica de menor custo, mais passageiros, menos ônibus e mais velocidade”, explica Andŕe.

    E acrescenta que “é a superlotação sem compromisso com a segurança do usuário, do funcionário, do cidadão”.

    Manifestação

    Durante a coletiva de imprensa da homologação da licitação do transporte coletivo, representante do Movimento Passe Livre (MPL) e da Sociedade Peatonal, foram impedidos de entrar no local com cartaz questionando o processo licitatório.

    “A Urbs pode dizer que o processo foi com participação popular mas, infelizmente, na prática, a participação popular e pacifica é impedida de acontecer”, contestou a Professora Josete ao registrar o fato na sessão da Câmara de Curitiba.

    Publicado por jagostinho @ 13:37



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