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  • 10ago

    G1/Eleições

    Os candidatos Plínio de  Arruda Sampaio (PSOL), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) participaram na tarde desta segunda-feira (9), na capital paulista, de sabatina promovida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp) e Associação Comercial de São Paulo.

    Em participações separadas, os três fizeram uma exposição de 20 minutos e responderam a perguntas de convidados e da plateia.

    Dilma Rousseff (PT) desmarcou a participação no evento nesta manhã.

    Plínio, Serra e Marina privilegiaram temas diferentes em suas exposições.

    O candidato do PSOL defendeu sua postulação como forma de promoção da igualdade social e negou que o partido vá incentivar, caso chegue ao poder, uma “ruptura socialista” imediata.

    “Não há condição imediata para uma ruptura socialista, mas há condições de tomar medidas drásticas para quebrar a dinâmica da desigualdade”, disse.

    Serra destacou aspectos políticos em sua exposição. Apontou loteamento partidário da máquina pública federal e defendeu propostas para a reforma na área, como voto distrital e a revisão da figura de suplente de senador.

    “Há uma recuperação [no governo Lula] das piores práticas políticas do passado. […] O problema fundamental é a utilização da maquina federal para servir a interesse privados, sejam sindicais, partidários, de grupos ou pessoais”, afirmou.

    A candidata do PV repassou os principais conceitos de sua plataforma de governo. Disse que o “avanço histórico” recente no Brasil não pode ser atribuído a um só governo ou partido.

    Defendeu “qualificação” dos impostos, ênfase em planejamento estratégico, aumento da produção via ganho de produtividade, alternativas para evitar o “desastre das mudanças climáticas” e educação de qualidade.

    “O Brasil reúne as melhores oportunidades para fazer uma inflexão em termos de modelo de desenvolvimento”, afirmou.

    “Bolsa Família é um absurdo”, diz socialista

    Durante a rodada de perguntas, Plínio disse que irá limitar, caso eleito, o tempo de permanência no programa Bolsa Família.

    “O Bolsa Família é um absurdo. Tem sentido como programa emergencial. Estamos transformando as pessoas pobres numa clientela. Vou quadruplicar o Bolsa Família, mas reduzi-lo no tempo”, disse.

    O candidato do PSOL também defendeu entraves à entrada de produtos chineses no país (“Aqui chinês vai rebolar para entrar”), a proibição de importação de itens de luxo e a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no destino das mercadorias, e não mais na origem.

    “Tenho grandes diferenças com Dilma sobre carga tributária”, afirma Serra

    O candidato do PSDB reconheceu que o peso dos impostos no Brasil é excessivo e apontou discordâncias com Dilma sobre o tema. “Ela [Dilma] deu declaração dizendo que a carga tributária não é alta, é boa”.

    Citou o programa da Nota Fiscal Paulista como meio de combate à sonegação e redução da tributação individual. “Temos que segurar a carga tributária quando a economia está crescendo”, disse.

    Serra afirmou que o governo federal demorou a reduzir os juros durante a crise mundial de 2008-09 e disse não ter fórmulas prontas para promover o emprego em setores específicos da população, como mulheres acima de 45 anos.

    “Se me perguntar fórmula, não tenho. Tenho disposição de enfrentar isso”, afirmou o tucano, citando treinamento e qualificação profissional como alternativas.

    Antes de infraestrutura física, infraestrutura humana, diz Marina

    Questionada sobre a necessidade de um “plano de emergência” no setor de infraestrutura no país, a candidata do PV disse que a prioridade deve ser a capacitação de pessoas.

    “Sem infraestrutura humana não vamos a lugar nenhum.” Defendeu também “agilidade sem perda de qualidade” no licenciamento ambiental de grandes empreendimentos.

    Marina disse que é preciso investir em saúde básica e prevenção para evitar sobrecarga em outras pontas do SUS (Sistema Único de Saúde), como os tratamentos especializados.

    Sobre a transposição do rio São Francisco, disse que sua atuação à frente do ministério do Meio Ambiente na época do licenciamento da obra ajudou a introduzir importantes contrapontos ambientais ao empreendimento, como a desapropriação de propriedades nas margens e a revitalização do rio.

    Publicado por jagostinho @ 10:28



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