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  • 08ago

    Pela primeira vez, cientistas conseguiram medir a quantidade de água que inunda a várzea do rio Amazonas anualmente.

    O resultado — 285 quilômetros cúbicos de água — daria para abastecer todas as pessoas da região nordeste do Brasil e da região metropolitana de Belo Horizonte durante um ano.

    Mas isso representa apenas 5% da água que corre no rio Amazonas todos os anos, e muito menos do que os pesquisadores esperavam encontrar na maior bacia hidrográfica do mundo.

    Até agora, cientistas só conseguiam estimar a quantidade de água na várzea do rio Amazonas usando estudos de campo esporádicos e deduções sobre o fluxo de água.

    Na verdade, o volume de água em qualquer várzea é pouco conhecido — e essa informação é crucial para prever enchentes e secas que acompanham a mudança de clima global, segundo Doug Alsdorf, professor de ciências da terra da Universidade Estadual de Ohio, EUA.

    O trabalho dele e dos colegas foi publicado no site do no periódico americano Remote Sensing of Enviroment.

    Alsdorf disse que “ninguém sabe exatamente quanta água existe no mundo”. “Temos que entender como o nosso suprimento de água irá mudar a medida que o clima muda, e o primeiro passo é descobrir quanta água temos de verdade”, completou.

    A equipe de pesquisadores encontrou um jeito de medir a quantidade de água a partir do espaço.

    “Observações de satélite são as únicas opções confiáveis para lugares como a Amazônia, e especialmente a bacia do Congo, onde medições in loco são quase impossíveis. Chegar lá já é um desafio sério”, disse Alsdorf.

    Nesse estudo, os pesquisadores estavam interessados apenas na quantidade de água que invadia e deixava a várzea do rio Amazonas — ou seja, a quantidade de água derramada sobre a terra em volta em épocas de cheia do rio Amazonas, normalmente nos períodos de chuva.

    Eles combinaram dados de quatro satélites — três da Nasa e um do Japão — registrados durante os anos de 2003 a 2006. Juntos, os dados permitiram que os cientistas compreendessem como a paisagem da Amazônia mudava com as chuvas e cheias.

    Depois que o nível de água em volta do rio diminuía, eles calcularam a mudança da quantidade de água por toda a várzea.

    Esses cálculos nunca foram feitos antes em parte por causa da imensa dificuldade de combinar diferentes tipos de dados de maneira confiável.

    Os pesquisadores tiveram que fundir leituras da gravidade — uma medida da massa da enchente — com medidas feitas por radares e fotos do nível da água e extensão da várzea.

    As medidas somaram uma média de 285 quilômetros cúbicos de água na planície de enchente do rio Amazonas durante um ano.

    Apesar de ser muita água, os cientistas acreditam que isso representa apenas 5% de toda a água que o rio Amazonas joga no mar todos os anos.

    Para Alsdorf, os resultados questionam a quantidade total de água que existe no sistema amazônico, e ressalta os fatores desconhecidos que cientistas devem confrontar a medida que trabalham para entender as mudanças climáticas.

    “Apesar de imensa, a Amazônia é apenas uma bacia hidrográfica dentre tantas outras no mundo — cada uma vital para a qualidade do solo e água das regiões que as cercam”, disse.

    A Nasa pretende lançar um satélite em uma missão chamada Topografia dos Oceanos e da Água de Superfície (SWOT, sigla em inglês) para calcular todo o suprimento de água natural disponível no mundo.

    Alsdorf é um dos chefes da equipe de cientistas do satélite SWOT, previsto para lançamento em 2020.

    VEJA/CIÊNCIA

    Publicado por jagostinho @ 15:30



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