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  • 29jun

    CORREIO BRAZILIENSE/DENISE ROTHENBURG/DANIELA ALMEIDA

    São Paulo e Brasília – A um dia do prazo final para as convenções partidárias, o DEM e o PSDB ainda não entraram em acordo sobre o vice do presidenciável José Serra (PSDB).

    Até o início da noite de ontem, o partido aliado batia o pé. Queria indicar o nome, sob ameaça de abandonar a coligação. O PSDB insistia no senador tucano Álvaro Dias, do Paraná.

    A confusão poderá gerar prejuízo de 2 minutos e 9 segundos no tempo de cada inserção de televisão durante a propaganda eleitoral gratuita, caso o DEM abandone o barco.

    Nesse caso, o espaço para Serra apresentar propostas seria de quase cinco minutos por inserção. Nas pesquisas, o tucano está atrás da candidata do PT, Dilma Rousseff, que terá, levando em conta as parcerias atuais, oito minutos à disposição.

    Num encontro em São Paulo na noite de ontem, Serra, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (BA), além do presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), tentavam uma solução.

    Cogitou-se retirar o senador Álvaro Dias do posto e ceder ao DEM ou até romper de vez o acordo. Pela manhã, Guerra afirmou que, se o DEM deixar a aliança, a eleição estará comprometida.

    “Temo que tenhamos, nesse episódio, atuado para comprometer a vitória”, disse, em entrevista à CBN.

    No Twitter, Maia amenizou. “Não há ultimato. Haverá um diálogo entre aliados.”

    Em Santos, onde assistiu ao jogo do Brasil, Serra fugiu da polêmica. “É normal em política que em certas situações apareçam dificuldades. Mas não vai ter problema, não. Vai ter uma boa solução.”

    Seja qual for a saída, a indicação de Álvaro Dias já provocou estragos. Candidatos a deputado, a senador e a governador nos estados — principalmente no Nordeste — já falam em cair fora da canoa tucana em âmbito nacional.

    O atrito era o fato político que faltava para esses candidatos não baterem de frente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja popularidade supera os 80% na região.

    Diretórios do DEM nos estados, num eventual rompimento, esperam ampliar as representações no Congresso.

    “A bancada do Nordeste pode aumentar. Vamos eleger mais deputados”, estima um parlamentar ouvido pelo Correio. “Fora do DEM, o único vice que aceitaríamos seria o Aécio Neves.”

    Na prática, há duas alas no DEM. Uma, mais ampla, quer o rompimento. A outra pede que o partido não pratique “radicalismos” e “açodamentos”, como afirma o deputado Felipe Maia (DEM-RN).

    Felipe é filho do senador José Agripino, líder do DEM no Senado. Em nota, Agripino declarou que “na relação entre DEM e PSDB não pode haver ultimatos nem fatos consumados”.

    Convencimento

    Antes da reunião de ontem, os tucanos tentavam convencer o DEM a aceitar Dias. Argumentavam que a escolha foi feita com base em pesquisas que apresentaram o senador como o nome de melhor imagem nacional dentre os cotados para a chapa.

    Além disso, há o fato de o irmão de Álvaro, o senador Osmar Dias (PDT), fechar as portas para a composição com o PT caso o tucano seja o vice.

    O próprio Álvaro, contudo, sustenta que pode ser melhor voltar atrás: “A prioridade é eleger Serra. O patriotismo e esse compromisso têm que falar mais alto”.

    O problema, avaliam alguns, é que o Democratas foi longe nas críticas à escolha dos tucanos para agora simplesmente aceitar a humilhação de seguir na coligação.

    Temo que tenhamos, nesse episódio, atuado para comprometer a nossa vitória”
    Sérgio Guerra, presidente do PSDB.



    Publicado por jagostinho @ 15:22



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