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  • 22maio

    JORNALE/DEBORA IANKILEVICH

    A Justiça do Rio enviou nesta sexta-feira ( 21) à Polícia Civil o decreto de prisão preventiva do padre polonês Marcin Michal Strachanowski, 44, suspeito de transformar a casa paroquial da igreja Divino Espírito Santo, em Realengo (zona oeste), numa espécie de “masmorra erótica”. Policiais da 33ª DP (Realengo) fazem buscas para tentar localizar o sacerdote.

    O padre não foi localizado na paróquia. Segundo a polícia, o passaporte do suspeito foi apreendido no ano passado e a Polícia Federal já foi alertada.

    O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) informou que o pedido de prisão foi decretado na quinta-feira (20) pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Bangu, Alexandre Abrahão Dias Teixeira.

    Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, o religioso teria algemado um jovem, na época com 16 anos, a uma cama e feito sexo oral nele, na casa paroquial.

    A vítima afirmou que o sacerdote chegou a oferecer dinheiro com a exigência de “silêncio” e o ameaçou, dizendo que “já sabia as flores que colocaria em seu caixão”.

    “As provas colhidas durante a investigação apontam o indiciado como uma pessoa compulsivamente ligada a sexo com adolescentes.

    O acusado arregimentava esse rebanho de inocentes jovens para levá-los a sua casa paroquial, subestimando sua alta relevância espiritual para transformá-la numa espécie de ‘masmorra erótica’ onde submetia estes jovens, inclusive com emprego de algemas, as orgias descritas entre risos nas ‘conversinhas’ mantidas com seus amigos na internet”, escreveu o juiz na decisão.

    No processo, o jovem detalha as tentativas do padre em aliciá-lo, inclusive com “beijos lascivos mediante emprego de constrangimento”.

    O adolescente havia deixado a igreja em 2006, após dois anos servindo como coroinha, mas o sacerdote o convenceu a voltar a frequentar a paróquia em 2007. O abuso teria ocorrido próximo ao Carnaval daquele ano.

    “Ele solicitou a presença do jovem na casa paroquial, que estava deserta. No quarto, no segundo andar, após algemá-lo à cama, o despiu e nele praticou sexo oral e tentativa de sexo anal “, mostra a denúncia.

    Ainda de acordo com a denúncia, em 2006 a vítima –que exercia a função de coroinha na paróquia– se desligou do grupo religioso, sendo novamente procurado pelo padre denunciado no final do mesmo ano e no início de 2007, ocasião em que iniciaram conversação e troca de correspondências e mensagens de “cunho pornográfico” via internet.

    “O denunciado, ainda usando de coerção, colocou um dinheiro no bolso da vítima, e exigiu silêncio, ameaçando que todos ficariam sabendo do ocorrido. Posteriormente, percebendo a recusa do menor em receber suas ligações, o denunciado, ao ser atendido ameaçou de morte a vítima.

    E o perfil desenhado pela prova indiciaria sua franca capacidade de usar sua postura de padre para executar ‘lavagem cerebral'”, destaca a denúncia.

    O padre é acusado pelos crimes contra os costumes e corrupção de menores. Se condenado por atentado violento ao pudor, ele pode pegar até dez anos de prisão.

    Embora o crime atualmente tenha sido revogado por lei, à época dos fatos estava previsto no Código Penal.

    Publicado por jagostinho @ 12:33



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