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  • 25mar

    BLOG DO JOSIAS DE SOUZA/FOLHA ONLINE

    Ciro deu entrevista  à TV Brasil. Reafirmou sua candidatura à sucessão de Lula.

    E se Lula o convidasse para ser vice na chapa de Dilma Rousseff, perguntou-se ao deputado. E Ciro: “Sou candidato a presidente, não a vice”.

    No curso da entrevista, Ciro alvejou o grão-petê José Dirceu. Revelou detalhes da ação subterrânea do ex-ministro de Lula.

    Contou que Dirceu esteve com dois governadores do PSB: Cid Gomes (Ceará) e Eduardo Campos (Pernambuco).

    Disse a ambos que, se apoiassem Ciro, em detrimento de Dilma, arrostariam a oposição do PT nos seus respectivos Estados.

    Ouça-se Ciro? “Dirceu […] foi visitar o governador do Ceará e disse, com toda a delicadeza que se o irmão dele fosse candidato a presidente do Brasil…”

    “…Ia fazer o PT ir contra a ele [Cid] no Ceará. Teve ainda o desplante de fazer a mesma coisa com o Eduardo Campos, em Pernambuco”.

    Ciro reclamou: “Não é assim que se trata um amigo, parceiro ou companheiro”. Noutro trecho, discorreu sobre o tipo de aliado que considera ser:

    “Sou um aliado do PT. Agora, sou um aliado que exige respeito. O PT está acostumado a tratar seus aliados como se fossem seus empregados e a destratá-los, como faz com o PCdoB”.

    A menção ao PCdoB não é gratuita. Ciro esperava atrair o partido para o seu projeto presidencial. Lula e o PT agiram para impedir.

    Ciro soou como se quisesse dizer que, ao tentar retirá-lo da disputa presidencial, o presidente e o petismo acabam por admitir a fragilidade de Dilma:

    “Eu tento dizer aos companheiros do PT que, se o Lula, com a força legítima e a popularidade extraordinária e merecida que tem…”

    “…Não tiver segurança de que a Dilma ganha as eleições de mim, que estou trabalhando apenas com as unhas, é porque ela vai perder para o Serra…”

    “…E aí será uma tragédia. O Brasil vai voltar aos anos do FHC.”

    Sem mencionar o nome de José Serra, Ciro insinuou que o rival tucano está por trás das notícias que alvejam a candidatura de Dilma e os aliados dela.

    “Isso já começou. Vocês vão ver na grande mídia. Vai ser uma pancada por semana na Dilma…”

    “…Vão pegar José Dirceu, [Fernando] Pimentel [coordenador de campanha de Dilma]. Depois vão pegar o fundo de pensão de Furnas”.

    Eximindo-se de avaliar o mérito do noticiário, Ciro acrescentou:

    “É cruel. O brasileiro talvez não tenha idéia do que é enfrentar a máquina clandestina de difamação que o PSDB de São Paulo montou. Eu já passei por isso”.

    Ciro repisou as críticas à tática plebiscitária que Lula imprimiu à sua sucessão.

    Uma estratégia que, no dizer do deputado, reduz a campanha a uma disputa entre “os amigos do Lula e os amigos de FHC’.

    O modelo não serve ao país, disse Ciro. Por quê? Impede que o eleitor preste atenção aos outros cargos que estão em jogo na eleição.

    “Quem manda [no país] não é o presidente. É o Congresso Nacional. Por isso pretendo dizer em minha campanha ao cidadão…:

    “Se você quer votar em mim, então me dê deputados e senadores”. Ciro acha que é o único que tem legitimidade para dirigir o apelo aos eleitores:

    “Só eu posso dizer isso, porque o Serra está com uma banda de podridão e a Dilma está com a outra”.

    Enalteceu Dilma: “Dilma tem um grande histórico, mas pode cometer um erro no processo político eleitoral porque nunca foi candidata a nada”.

    Considera-se mais bem preparado que a preferida de Lula: “Sou, por ter mais estrada, o mais preparado para o debate…”

    “…Isso não diminui a Dilma, que é uma pessoa extraordinária e de muito valor. É uma grande administradora, gosta do Brasil, é decente…”

    “…Se o país escolhê-la, pode saber que estará com uma grande presidente. Não tenha dúvida disso. Mas eu tenho mais experiência do que ela”.

    Procurados, Dirceu e dirigentes do PT não quiseram comentar as declarações de Ciro.

    A cúpula do tucanato posiconou-se assim: “Ao ser retirado de sua base eleitoral, o Ceará, Ciro Gomes foi jogado em um vácuo político…”

    “…Não tendo o que fazer, depois que foi enganado e rejeitado pelo PT, o deputado, que já foi condenado quatro vezes pela Justiça por difamação, faz o que lhe resta: o uso da língua de aluguel”.

    Publicado por jagostinho @ 13:04



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