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  • 01mar

    AGÊNCIA ESTADO

    Líderes do PSDB consideraram  “natural” e “previsível” o crescimento das intenções de voto na pré-candidata à presidência pelo PT e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

    Segundo pesquisa Datafolha, a petista atingiu 28% das intenções de voto e reduziu de 14 para quatro pontos percentuais a distância que a separava do seu principal rival, o governador José Serra (PSDB), que tem 32%.

    Na avaliação dos tucanos, o bom desempenho da ministra é fruto da superexposição de sua candidatura, que foi lançada oficialmente pelo PT, a sua aparição ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa do partido no horário eleitoral gratuito de rádio e TV, além de sua presença constante em viagens para inaugurar obras pelo País.

    “Ela teve uma projeção muito grande. O momento favoreceu a ela”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA). “Mas a despeito de toda essa exposição, o Serra continua liderando as pesquisas de intenção de voto sem fazer nenhuma campanha”, completou.

    Para os tucanos, as intenções de voto em Serra voltarão a subir assim que ele lançar sua candidatura à sucessão de Lula, no fim deste mês.

    “Hoje só existe uma pessoa fazendo campanha ao lado do presidente Lula: a ministra Dilma. Portanto é natural que só ela cresça”, disse o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).

    “O Serra nem saiu candidato ainda”, argumentou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM).

    O deputado Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA) observou ainda que Serra foi o único dos pré-candidatos à presidência que não apareceu na televisão no horário partidário gratuito.

    Além de Dilma, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e a senadora Marina Silva (PV-AC) apareceram na televisão. “O Serra foi o único que não teve mídia eletrônica”, disse Jutahy.

    Os tucanos também creditam o crescimento de Dilma Rousseff na pesquisa de intenção de voto a uma série de fatores adversos que atingiram seus aliados.

    É o caso das enchentes em São Paulo e da cassação do mandato decretada, e logo depois revogada, do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM).

    “Mas a Dilma tem menos combustível para queimar do que nós. O Brasil não está preparado para pegar uma pessoa que nunca foi nada e eleger”, afirmou Arthur Virgílio.

    Publicado por jagostinho @ 10:06



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3 Respostas

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  • gaspar Disse:

    Pesquisa é uma maravilha. Todo mundo lê como quer. E o povão fica sem entender nada.

  • nascimento Disse:

    Jota, cadê a sua análise sobre esta Datafolha, sempre tão didática. Estamos esperando , hein?

  • Tarcisio Disse:

    vamos deixar de hipocrisia. Sem campanha e o Serra na frente? Alguem duvida que a parada ja está ganha no primeiro turno pelo Serra?

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