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  • 16jan

    EL PAÍS

    Longe de avançar nos processos de integração regional, a América Latina compra armas maciçamente desde que as exportações de matérias-primas dos últimos anos permitiram que seus governos invistam na modernização de seus arsenais.

    O petróleo venezuelano, o cobre chileno e a soja brasileira financiaram em boa medida os mísseis russos adquiridos por Hugo Chávez, os F-16 americanos do Chile ou os submarinos de guerra encomendados por Brasília à França. A renovada associação militar entre Colômbia e EUA, paralela ao alinhamento da Venezuela com o Irã e a Rússia, confirma o naufrágio das políticas de convergência regional aplicadas na década de 1990.

    O atual rearmamento, que coincide com um período de desconfiança entre vizinhos e a blindagem militar das fronteiras, é tão certo quanto o fracasso das organizações criadas nos anos 80 para unir projetos e promover o comércio de nações ainda mergulhadas na pobreza, no analfabetismo, na fragilidade institucional.

    A julgar por seus resultados, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) parece ter naufragado. A Venezuela abandonou a Comunidade Andina de Nações (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru) e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) descumpre os objetivos liberalizantes concebidos por seus fundadores.

    Ao mesmotempo em que prosperam os gastos em defesa, que passaram de 19,7 bilhões de euros em 2003 para 26,8 bilhões em 2008, segundo o Instituto de Pesquisa para a Paz Internacional de Estocolmo, resta ver a operacionalidade e a vigência da última tentativa de integração: a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), formada por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. O grupo foi instituído no ano passado em Brasília para construir um espaço de integração cultural, social, econômico e político.

    Segundo o pesquisador colombiano Román Ortiz, a questão chave não é quanto um país gasta em defesa ou que material acumula, mas quem tem as armas e para quê as quer. “Em outras palavras, sem perder de vista as capacidades bélicas de um governo, o fator determinante para considerá-lo uma ameaça tem a ver com suas intenções políticas e estratégicas”, salienta o analista da Infolatam.

    “É muito diferente um submarino ou um caça-bombardeiro nas mãos de países perfeitamente democráticos como o Chile ou o Brasil, de um projeto ideológico expansionista como o promovido pela Venezuela.”

    Publicado por jagostinho @ 12:18



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