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  • 11jan

    REUTERS

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já bateu o martelo sobre a compra dos caças

    Rafale - o favorito de Lula

    franceses Rafale, mas ainda tenta reduzir o preço final do negócio com a fabricante Dassault, informou à Reuters um ministro de Estado.

    A fonte não deu prazo, mas disse que a negociação estimada em 10 bilhões de reais para a compra de 36 aviões de combate será fechada ainda este ano, a despeito da predileção da Força Aérea Brasileira (FAB) pelos caças suecos Gripen NG, fabricados pela Saab.

    “O governo não decide por pressão de ninguém, nem da FAB. Agora a bola está com os franceses. Se baixarem o preço, o negócio sai logo. Trata-se de algo estratégico para o Brasil, não técnico”, disse o interlocutor do Executivo, que falou sob condição de anonimato.

    A polêmica em torno dos caças vem se arrastando há meses. Ano passado, Lula já havia dito que sua decisão seria política e estratégica.

    “Não criamos essa polêmica, mas tenho que admitir que ela serve ao nosso interesse de fazer com que os franceses façam uma proposta financeira melhor”, acrescentou a fonte.

    São 36 caças na negociação atual–no valor estimado de 10 bilhões de reais–, dentro de um pacote que pode prever a aquisição de até 120 aeronaves.

    A norte-americana Boeing, fabricante do F-18 Super Hornet, também está entre as finalistas da FAB, mas o governo Lula sequer considera sua compra, segundo a fonte.

    No caso da opção sueca, cerca de um terço dos componentes do Gripen possui tecnologia dos EUA. O Brasil tem dúvidas sobre a transferência de tecnologia e vê riscos de veto do Pentágono à venda de aviões fabricados no Brasil a outros países.

    O ministro ouvido pela Reuters citou especificamente a tentativa brasileira de fornecer à Venezuela o avião militar de treinamento e ataque leve Super Tucano, produzido pela Embraer com parte de sua tecnologia desenvolvida nos EUA.

    O Brasil exige três condições para concluir o programa F-X2: soberania de uso das aeronaves, reserva de mercado e transferência de tecnologia.

    Procurados, o Ministério da Defesa não quis se pronunciar sobre o assunto e a FAB não estava imediatamente disponível para comentários.

    Publicado por jagostinho @ 18:18



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