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  • 29ago

    Foi dada a largada de uma corrida de obstáculos contra o tempo para viabilização da Copa do Mundo no Brasil.

    Num horizonte temporal de apenas cinco anos, o País deverá reunir condições logísticas e infraestrutura condizente com a magnitude do evento.

    O cenário local é o mais adequado no tocante ao sentimento reinante de entusiasmo na população para sediar o certame esportivo. Somos inegavelmente vocacionados para hospedar a competição máxima desse esporte.

    A paixão pelo futebol foi registrada na expressão do saudoso Nelson Rodrigues: a pátria de chuteiras reflete a alma do povo brasileiro.

    Não podemos esquecer que os gargalos no setor de infraestrutura são entraves que comprometem o desenvolvimento econômico e social e, por conseguinte, ameaçam a realização da Copa no Brasil.

    O alarde inicial de que apenas as obras de infraestrutura seriam responsabilidade do governo Federal não resistiu ao choque de realidade.

    O presidente da CBF declarou que nove das doze arenas que serão utilizadas no Mundial deverão recorrer aos cofres públicos para pagar suas reformas.

    Nesse contexto, os precedentes inspiram cuidados. O itinerário tortuoso percorrido ao longo da preparação dos jogos Pan-Americanos foi marcado por orçamentos irreais, contratos aditivos nebulosos e pouca transparência.

    Os rastros de suspeição dessa trajetória são indeléveis e não podem ser reproduzidos sob pena de macular o acontecimento.

    Os investimentos em infraestrutura precisam ser ampliados com a máxima urgência. O Brasil precisa gastar 3,2% do Produto Interno Bruto -PIB- ao ano, apenas para manter o estoque mínimo até o próximo ano. O gasto atual está no patamar de 1%.

    Uma projeção que dimensiona o déficit nesse setor pode ser constatada se considerarmos que para alcançar o estoque de infraestrutura da Coréia, por exemplo, o Brasil precisaria gastar 9% do PIB ao ano.

    Faço referência a um estudo do Banco Mundial: “Como revitalizar os investimentos em infra-estrutura no Brasil: políticas públicas para melhor participação privada”.

    Segundo o referido estudo se faz necessário reduzir os riscos locais nas concessões de infraestrutura.

    Nesse quesito, o Brasil é detentor de um nível de risco superior a grande totalidade dos países, em razão da instabilidade no setor, o que contribui para criar obstáculos à participação privada nas concessões de infra-estrutura.

    Os riscos regulatórios afugentam os investimentos. A iniciativa privada não oferecerá financiamentos vultosos, caso persistam as atuais incertezas jurídicas causadas por imprecisões legais e alterações políticas.

    É preciso reformular o desenho das concessões coibindo a freqüente renegociação dos contratos e aprimorar o funcionamento das agências reguladoras.

    Não podemos receber milhares de turistas pelos atuais portais de entrada, sem falar nos aspectos de segurança, saúde e transportes públicos.

    A fiscalização e a transparência devem estar presentes nos preparativos, do contrário não teremos uma Copa limpa.

    Senador Alvaro Dias – 1º vice- líder do PSDB

    Publicado por jagostinho @ 12:31



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