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  • 15ago

    rapaz_radioO LIVRO MULTIMÍDIA
     
    Nunca na história deste planeta a arte e o entretenimento sofreram tão dramáticas transformações. E, desta vez, movidas menos por correntes de pensamento, movimentos sociais ou tendências de comportamento, do que pela tecnologia. A internet e o mundo digital escancararam liberdades e possibilidades que mesmo as utopias artísticas mais delirantes jamais ousaram sonhar.

    Enquanto isso, na boa e velha literatura esses efeitos foram mínimos. Graças a um design original perfeito, o livro de papel se tornou um dos objetos mais simples e úteis da civilização: um insuperável hardware multiuso. Ao contrário das artes visuais e sonoras, onde os novos formatos e tecnologias se sucedem, vertiginosos, no mundo da palavra escrita só agora as primeiras telas digitais de leitura começam a conquistar leitores, lentamente, como se vira uma página. O cheiro do papel, a textura, a “amassabilidade” do livro, a vibração colorida da capa resistem nos sentidos do leitor.

    Mas nos textos, além de hoje serem chamados de conteúdo, quase nada mudou na era digital. A linguagem pouco se modificou, apesar da enganação de se atribuir a textos coloquiais publicados em blogs, e só por isto, uma “modernidade automática”. Embora pareçam remixes de velhos estilos, beat generation, nouveau roman, new journalism e poetas marginais.

    Desses novos formatos, o audiolivro é o que parece ter mais futuro. No conforto do i-pod, no laptop, no tocador de CD de casa ou do carro, no walkman, o autor ou um artista famoso lê a história para você, pela metade do preço do livro de papel. Ou por um terço, se você fizer o download pago.

    Com essas novas possibilidades de expressão da mídia digital, a linguagem também pode evoluir muito. Agora é possível escrever uma história não mais para ser lida, mas para ser ouvida, com pausas, entonações, emoções, intenções, sotaques. Melhor ainda, pode-se usar vários atores – como numa leitura teatral – para interpretar diversos personagens. E ainda acrescentar som ambiente, ruídos, músicas, climas sonoros, fazendo do “livro multimídia”… êpa! uma novela de rádio dos anos 50.

    (Nelson Motta, jornalista)

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    Rápidas & Quentes

    CANAL ABERTO –  O radialista Algaci Túlio, fiel ao seu grande público ouvinte, mantém de segunda-feira a sábado, na Rádio Educativa AM 630, o jornalístico Canal Aberto. Chega a ser agradável e bem produzido. Túlio sabe ancorar o programa ao lado de uma voz feminina e sua apresentação é sóbria, relembrando os antigos jornais falados. Duração de duas horas: das 7 às 9 da manhã.

    SUMIU – Não se fala mais na primeira emissora de rádio do Paraná, a velha Bedois, a Clube Paranaense. Sem grandes nomes em seu elenco e com som precário, o veículo da PUC, que chegou a ser um dos mais potentes do Brasil, hoje perdeu sua audiência e está relegado a um plano secundário na mídia radiofônica. É realmente digno de ser lamentado.

    O RETORNO – Depois de 10 anos de ausência, o jornalista Jorge Curi Neto volta ao rádio para transmitir futebol pela AM- Mais. Aos poucos, uma vez por semana, vai readquirindo uma performance que poderá levá-lo a ser o narrador titular da estação de São José dos Pinhais. Curi tem muitas qualidades.

    PASSOU , PASSOU – Quem voltou curado, com toda força, é o excelente locutor esportivo Edgar Felipe da Rádio Difusora. Voz límpida, narração perfeita e um pique de fazer inveja, o moço de São Manoel agora tem tudo para ser considerado o melhor. “The best”!

    O MACACO É BOM – José Simão é sem dúvida alguma a maior atração do rádio brasileiro. Atuando de manhã, apenas 10 minutos ao vivo, Macaco Simão dá show de improviso, com seu humorismo sarcástico. A participação de Ricardo Boechat valoriza o desempenho do jornalista da Folha. Todos os dias na Band Nerws, às 8,45, e com reprise sintetizada em diversos outros horários.

    GLOBO COM ARRUDA – O empresário João Arruda será mesmo o comandante da Rádio Globo AM de Curitiba. Vai criar equipe esportiva exclusiva, sem ligações com a CBN, além de estudar a formatação de jornalísticos  com profissionais locais. “Quero sotaque curitibano na Globo daqui”, diz o jovem empreendedor.

    FM OURO VERDE – Como é ouvida a Rádio Ouro Verde-FM de Curitiba. Público selecionado de classes A e B. A parte  musical é esmerada. Os anunciantes são meritórios. Os noticiários, resumidos, bem redigidos. O jornalístico da manhã, às 7 horas, em cadeia com a Rádio Bandeirantes de São Paulo, tem conteúdo. Falta apenas um espaço local.

    (Lorde)

    Publicado por jagostinho @ 16:25



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5 Respostas

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  • pedro carlos Disse:

    o problema do algaci é que ele n sabe o que quer. Era do Lerner e agora tá agarrado no saco do requião.

  • nascimento Disse:

    um crime o que esses maristas fizeram com a bedois. Deviam ir para cadeia. Quanta gente boa está fora. E conseguiram matar o Kramer de desgosto.

  • carlito Disse:

    Edgard Felipe, depois de Lombardi foi a melhor coisa que aconteceu no rádio do paraná.

  • bia Disse:

    ouro verde a única que escuto. Coisa linda. Parabens para que a dirige.

  • artur Disse:

    Arruda bom era o pai. O filho é um bobalhão. Deu o golpe do sogro rico e acha que está com tudo. Um mauricinho infeliz

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